<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338</id><updated>2011-10-04T19:54:51.112-07:00</updated><category term='Mendigo'/><category term='Sarkozy'/><category term='Comunicação'/><category term='Tribos'/><category term='Imigração'/><category term='Sociedade'/><category term='São Paulo'/><category term='Brasil'/><category term='Cozinha'/><category term='Engajamento'/><category term='Hipocrisia'/><category term='Flanêur'/><category term='Bem estar'/><category term='BRIC'/><category term='Árabes'/><category term='Mazelas'/><category term='Comida'/><category term='Lingua'/><category term='Pobreza'/><category term='Notícias'/><category term='Jazz'/><category term='Violência'/><category term='Muçulmanos'/><category term='Presidência'/><category term='Balada'/><category term='Paris'/><category term='Berlim'/><category term='Serge Gainsbourg'/><category term='Africa'/><category term='Inglês'/><category term='Gastronomia'/><category term='Restaurante'/><category term='Economia'/><category term='Ópera'/><category term='Francês'/><category term='Original'/><category term='Cinema'/><category term='Cordialidade'/><category term='Maio 68'/><category term='Iraque'/><category term='Português'/><category term='Livro'/><category term='Política'/><category term='Terroir'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='Filme'/><category term='Familiarizar'/><category term='Música'/><category term='no da França'/><category term='Joséphine Baker'/><category term='Europa'/><category term='Páscoa'/><category term='Cultura'/><category term='História'/><category term='Islã'/><category term='Médicos sem fronteiras'/><category term='Teatro'/><category term='Ano da França'/><category term='Magreb'/><category term='Pasárgada'/><category term='Crise'/><category term='Greve'/><category term='Integração'/><category term='Politica'/><category term='Cotidiano'/><category term='Festival'/><category term='Revoltas'/><category term='França'/><category term='Bernard Kouchner'/><title type='text'>MeuVizinhoBalzac</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>44</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-6120151351196003483</id><published>2011-01-06T18:39:00.000-08:00</published><updated>2011-01-06T19:41:53.479-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Do inverno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaLcmY1phI/AAAAAAAAAPI/dXNdfAG1Rtc/s1600/Paris%2B%252814%2529.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaLcmY1phI/AAAAAAAAAPI/dXNdfAG1Rtc/s320/Paris%2B%252814%2529.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559284113492780562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de 2 anos e 3 meses voltei a Paris no final de 2010 para reencontrar amigos e rever minha cidade favorita. Tudo transcorreu de forma adequada apesar dos problemas de transporte causados pela neve, e dos quais consegui fugir na maior parte das vezes.O que me impressionou depois de tanto tempo longe é que, ao contrário do que esperava, nada mudou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso não significa que a França não esteja em crise, como todo o resto da Europa. Problemas estruturais devido ao tamanho gigantesco do estado-providência, o fracasso do Euro e da utópica unificação européia, o aumento do desemprego e a diminuição do poder de consumo são assuntos em pauta em qualquer roda de amigos, as"soirées". O que me surpreendeu é que, apesar de todos os problemas, faz-se de conta que eles não existem realmente. As luzinhas de Natal estavam lá, não em toda cidade como antigamente, mas estavam. Os restaurantes ainda tem seu público cativo, apesar do vinho da casa no "pichet" ocupar o lugar da garrafa de um Bordeaux ou Languedoc. Os salários diminuiram e ter um CDD, contrato de duração determinada, já está de bom tamanho. O sistema de transportes ainda é exemplar, mas é só nevar um pouco que tudo para e mostra-se fissuras, como a falta de glicol para descongelar aviões e pistas no Roissy Charles de Gaulle, ou a incapacidade do Eurostar em assegurar o serviço e não repassar direito informações aos usuários em dias de clima turbulento. Vive-se como se tudo estivesse normal, esconde-se debaixo do tapete os problemas internos e adia-se reformas importantes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente a Europa nunca vai ser "terceiro mundo", mas percebi uma diminuição na qualidade dos serviços e na satisfação dos franceses. Talvez seja apenas algo temporário ou subjetivo. A verdade é que os anos gloriosos ficaram para trás. A França, e toda Europa, precisa rever suas políticas internas e procurar um equilíbrio entre o estado provedor e a dinâmica capitalista atual, além de conseguir inserir as novas levas de imigrantes. Os tempos são difíceis, mas não dá para duvidar do poder de recuperação de uma sociedade tão sólida e educada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-6120151351196003483?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/6120151351196003483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=6120151351196003483' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/6120151351196003483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/6120151351196003483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2011/01/do-inverno.html' title='Do inverno'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaLcmY1phI/AAAAAAAAAPI/dXNdfAG1Rtc/s72-c/Paris%2B%252814%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-3993956467311855042</id><published>2010-09-13T13:25:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T14:25:16.878-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cozinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gastronomia'/><title type='text'>Deliciosas descobertas finalmente descobridas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quinta-feira passada celebrei o dia do meu aniversário no restaurante que há muito queria ir, o Brasserie le Jazz. Pequeno e acolhedor, apesar de lotado, tem a decoração que mais se aproxima das brasseries parisienses, sem os excessos do La Tartine e os clichés do Robin de Bois. O clima, inspirado nos grandes nomes e lugares do Jazz, incluindo o célebre Caveau de la Huchette parisiense, traz uma sensação nostalgica, de um tempo não vivido em uma Paris "Années folles" que já não existe mais, infelizmente.&lt;br /&gt;Gil Carvalhosa Leite e Chico Ferreira apresentam no cardápio clássicos da cozinha francesa como o Entrecôte (contra filet alto com molho "secreto"), o Hachis Parmentier (um tipo de escondidinho com pure de batatas), a Brandade a la Morue (bacalhau desfiado e misturado com batata levado ao forno com casquinha gratinada crocante), um dos mais pedidos, e o Magret de Canard (peito de pato mal passado cuja textura se assemelha à picanha), que eu experimentei e aconselho, no ponto certo e com molho suave, sem atrapalhar o gosto da carne. No cardápio ainda aparecem influências marroquinas, como a deliciosa Tajine de carneiro, e os omeletes e quiches bem servidos e baratos. Como sobremesa não deixe de provar o sorvete de creme "fait maison" que acompanha a maioria das opções e se sobressai.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com meia garrafa de vinho gasta-se entre 70-75 reais por pessoa, dependendo do prato, mas o cuidado com a cozinha e o ambiente agradável desse pequeno oasis parisiense escondido na Rua dos Pinheiros vale o investimento e o tempo de espera na fila (aconselho reservar com antecedência).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mais informações:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lejazz.com.br/Le_Jazz/Brasserie_Le_Jazz.html"&gt;http://www.lejazz.com.br/Le_Jazz/Brasserie_Le_Jazz.html&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-3993956467311855042?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/3993956467311855042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=3993956467311855042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3993956467311855042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3993956467311855042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2010/09/deliciosas-descobertas-descobridas.html' title='Deliciosas descobertas finalmente descobridas'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-183889632389654827</id><published>2010-08-23T07:39:00.000-07:00</published><updated>2010-08-24T09:50:39.160-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teatro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ópera'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Palmas, pra que te quero?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/THKQwE8dwcI/AAAAAAAAAN4/6mVI23d8Xc0/s1600/tomate.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 314px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/THKQwE8dwcI/AAAAAAAAAN4/6mVI23d8Xc0/s320/tomate.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508624449863008706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O artista tem um difícil processo de relação com o fracasso. E o público sabe disso, tanto que raramente deixa de bater palmas ao final de um espetáculo, seja ele uma exibição de filme em festival, na qual muitas vezes se bate palma apenas para uma tela, já que o diretor sequer está presente, seja ele uma peça de teatro num beco da praça Roosevelt. A verdade é que se criou a idéia de que mesmo que a peça, concerto, ou mesmo palestra, seja ruím não se pode deixar de bater palmas pelo esforço daquele que se apresenta. Vaias? Jamais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se no Brasil essa idéia é seguida a risca, na Europa a coisa é um pouco diferente. Não, não que o público vaie ou jogue tomates nos artistas, ou telas de cinema, como se fazia nos áureos tempos em que o público tinha mais senso crítico e menos educação. Mas pelo menos o artista consegue discernir pela intensidade das palmas e pelo levantar ou não do assento, se sua apresentação foi satisfatória ou não. Aos 12 anos assisti uma bela montagem da opereta comica "Die Fledermaus" de Johann Strauss no Opéra Bastille em Paris. Nessa época não tinha entendimento do assunto o bastante para saber se foi uma boa montagem ou não, mas fiquei estupefato com o fato de que ao final, o severo público europeu permaneceu sentado enquanto batia uma, e apenas uma, saraivada de murchas palmas, algo que nunca tinha presenciado no Brasil, onde o costume é sempre se levantar  e bater muitas palmas. Frequentemente até pedir o "biz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui o público aplaude entusiasticamente, alguns poderiam dizer cordialmente, todo e qualquer tipo espetáculo, como se o fato do artista ter "tentado" já seria digno de tal merecimento. Isso não é bom nem para o artista, que não consegue medir a qualidade de sua exibição e nem para o púbico, que de tal maneira incentiva mediocres a continuarem no meio, deteriorando o universo artístico nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a tendência é que, com o passar do tempo, as coisas comecem a mudar, já é possível ver maior grau de exigência em lugares como a Sala São Paulo, onde o público mais calejado já não se entusiasma tanto com qualquer apresentaçãozinha da Filarmônica de Berlim ou Israel. Bravo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-183889632389654827?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/183889632389654827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=183889632389654827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/183889632389654827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/183889632389654827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2010/08/palmas-pra-que-te-quero.html' title='Palmas, pra que te quero?'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/THKQwE8dwcI/AAAAAAAAAN4/6mVI23d8Xc0/s72-c/tomate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-1316586863477426892</id><published>2010-03-23T18:45:00.000-07:00</published><updated>2010-08-23T08:24:01.396-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobreza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarkozy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>O preço de morar em Paris</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S6k4GvRiHcI/AAAAAAAAAMo/stbtzwuUs8k/s1600-h/Paris+%C3%A9t%C3%A9+%2821%29.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S6k4GvRiHcI/AAAAAAAAAMo/stbtzwuUs8k/s320/Paris+%C3%A9t%C3%A9+%2821%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451950512329072066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há dúvidas que se Paris não é a cidade mais linda do mundo, ao menos ela divide o primeiro lugar com Roma. Diferente da "cidade irmã" italiana, que deve muito de sua beleza às glorias e megalomanias do Império Romano e ao poder da Santa Sé, Paris foi virando Paris aos poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mille-feuille&lt;/span&gt;,  a beleza se criou em etapas. Num terreno plano e sem nenhuma beleza natural, Paris era preterida pelos reis medievais que preferiam viver em  Orleans. Até que no século XII começa a construção da Catedral de Notre Dame e o início da caminhada de Paris rumo ao pódio das mais belas cidades. A ela seguiram palácios, mais igrejas e arcos trinufiais que viviam em certa beleza desarmonica, a ponto de nos romances balzaquianos, já no século XIX, a cidade não ainda ser notória por sua beleza como o é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que chega ao poder na segunda metade do século XIX Napoleão III, sobrinho do famoso imperador, e delega ao visionário Barão Haussmann, a montagem do doce, ou seja a reestruturação total de Paris, alinhando fachadas, criando largas avenidas, parques e praças num dos maiores planos de reurbanismo já executados, tranformando uma cidade medieval e insalubre na Paris que conhecemos hoje. Para finalizar, no crepúsculo do século XIX, o engenheiro Gustave Eiffel constroi a cereja do bolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Paris também é uma cidade sortuda, tendo passado praticamente ilesa por duas guerras mundias que destruiram concorrentes de peso como Londres e Berlin, créditos ao general Dietrich von Choltitz,  e pela fúria modernistas dos arranha-céus, excessão à obscena Tour Montparnasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Glamour, moda, culinária... Outros elementos dessa cidade única e tão especial que acabam tendo um preço, e caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade o ranking da Economist colocar Paris como a cidade mais cara. Afinal em que outro lugar do mundo uma copo de cerveja num bar qualquer custa 8 euros (R$20), uma refeicão simples 20 euros (RS50), um pacote de cigarros 5,40 euros (R$ 13,5) e um apartamento de 30 metros quadrados 350 mil euros (R$ 875 mil)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o salário médio de um parisiense gira em torno de 3.000 euros, ter uma casa própria dentro de Paris acaba sendo pra poucos. A classe média burguesa prefere morar nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;banlieus chics &lt;/span&gt;a leste, sul e noroeste de Paris, enquanto seus filhos pagam alugueis caríssimos, em torno de 600, 700 euros mensais, em micro apartamentos, às vezes até sem vaso sanitário dentro, proximos às universidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ultra ricos, que inclui não apenas os empresários e herdeiros parisienses mas também mafiosos russos e sheikes árabes, que em muitas regiões ja são a maioria dos proprietários, são os únicos que conseguem ter casa própria e frequentar semanalmente a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;belle vie&lt;/span&gt; dos filmes hollywoodianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma das explicações para a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vague rose&lt;/span&gt; (cor do Partido Socialista Francês) que varreu a França e colocou Sarkozy na berlinda: enquanto os salários ficam estagnados e a oferta de empregos diminui, o preço de produtos, serviços e lazer só aumenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esse prognóstico o parisiense médio geralmente prefere gastar o que sobra em viagens para o exterior ao invés de mudar para uma apartamento mais confortável ou até mesmo comprar um carro, mesmo porque o transporte público funciona lá.  Mas apesar das limitações de viverem em cubículos e com o dinheiro "contado", lá eles tem a cidade como extensão da casa diferentemente de nós brasileiros que precisamos do maior conforto possível intra-muros, seja  dentro de casa seja dentro de um shopping, já que o que temos do lado de fora pode ser muito perigoso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-1316586863477426892?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/1316586863477426892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=1316586863477426892' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1316586863477426892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1316586863477426892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2010/03/o-preco-de-se-morar-em-paris.html' title='O preço de morar em Paris'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S6k4GvRiHcI/AAAAAAAAAMo/stbtzwuUs8k/s72-c/Paris+%C3%A9t%C3%A9+%2821%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-7212555364953439395</id><published>2010-03-11T07:08:00.001-08:00</published><updated>2010-03-11T07:11:53.149-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Francês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terroir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flanêur'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Terroir paulistano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S5kHfmzE_WI/AAAAAAAAAMg/fuU8L_7CDfA/s1600-h/patio-colegio_grande.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S5kHfmzE_WI/AAAAAAAAAMg/fuU8L_7CDfA/s320/patio-colegio_grande.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447393463853448546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos conceitos mais interessantes da cultura francesa é o chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;terroir.&lt;/span&gt; O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;terroir&lt;/span&gt; não é apenas um termo agrícola que significa área geográfica agrícola com produtos específicos àquela região. É um termo que também se refere à sociedade destas regiões, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pays&lt;/span&gt; (regiões históricas com coesão cultural, social e econômica), e ao sentimento de pertencer a um espaço e cultura milenares. Todo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pays &lt;/span&gt;produz seus queijos, vinhos e produtos específicos (foie gras, azeites, embutidos, etc) e também milhares de habitantes orgulhosos de suas tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país culturalmente "jovem" como o Brasil a noção de identidade regional se perde um pouco com as sucessivas ondas de imigrações externas e internas. Estados mais antigos e consolidados como Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul, possuem características e produtos (queijos, vinhos, pratos típicos) que os aproxima do significado de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; terroir&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso esse termo de forma inapropriada para tentar explicar o que sinto quando passeio com meu olhar estrangeiro, de Ribeirão Preto, por São Paulo. Percebo a dificuldade das tradições locais em se perpetuarem e permanecerem. Tudo tem que ser novo, moderno: o novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;point&lt;/span&gt;, o novo restaurante, o novíssimo apartamento (neoclássico de preferência) e assim vai. Esquecemos as tradições e somos sugados por modismos efêmeros que se manifestam da culinária as artes, dos hábitos aos apartamentos chegando até à forma de se relacionar. Isso em cidades como Rio, Paris e Buenos Aires é bem menos evidente. As mudanças lá demoram pra acontecer e os hábitos parecem seguir uma certa coerência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separtirmos do pressuposto que a sociedade é um sistema, a de São Paulo possui tantos elementos que leve a transforma praticamente em ambiente, e isso a descaracteriza como sistema, causando repulsa das pessoas. É isso que os governadores e prefeitos devem pensar para que no futuro planos diretores para a cidade consigam colocá-la novamente dentro de uma ordem sistemática, e o primeiro passo é manter as tradições, o “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;terroir&lt;/span&gt;”. Saudades de uma São Paulo colonial desconhecida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-7212555364953439395?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/7212555364953439395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=7212555364953439395' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/7212555364953439395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/7212555364953439395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2010/03/um-dos-conceitos-mais-interessantes-da.html' title='Terroir paulistano'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S5kHfmzE_WI/AAAAAAAAAMg/fuU8L_7CDfA/s72-c/patio-colegio_grande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-3004809508803759989</id><published>2010-02-03T09:03:00.000-08:00</published><updated>2010-02-05T08:18:59.045-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Magreb'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Islã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Muçulmanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Árabes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Integração'/><title type='text'>La graine et le mulet</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S2m9RoLtMoI/AAAAAAAAALw/oK3xcn4Rz2Q/s1600-h/poitiers.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 272px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S2m9RoLtMoI/AAAAAAAAALw/oK3xcn4Rz2Q/s320/poitiers.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5434082535941157506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O país que inventou o secularismo e o Estado laico está novamente no olho do furacão de polêmicas envolvendo o islamismo. A crise da vez é decorrente da recusa do governo em dar a cidadania a um imigrante que obriga a mulher, francesa, a usar o véu islâmico que deixa a mostra apenas os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  ministro da Imigração Eric Besson afirma que "Ficou claro durante a investigação e a entrevista que esta pessoa estava obrigando a esposa a usar o véu que cobre todo o corpo, privando-a da liberdade de ir e vir sem ter o rosto coberto, e rejeitava os princípios de secularismo e igualdade entre homens e mulheres".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse tipo de discussão que polariza a sociedade é campo fértil para centenas de teorias da conspiração e acusações de xenofobia por parte do governo e os que o apóiam. A verdade é que a França tem, como todo país, o direito de receber no seu solo quem ela bem entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nação é composta por vários fatores que incluem a noção de integração. Os imigrantes que vieram para o Brasil trouxeram seus hábitos e costumes, mas não a ponto de mudar profundamente a cultura brasileira da época e transformá-la em outra irreconhecível aos nativos. No Brasil quando uma pessoa de outra cultura tenta continuar com hábitos não aceitos por lei em nosso território, como a cinofagia por parte dos coreano por exemplo, podem levar ser até extraditadas e não se vê tamanha comoção por parte da "opinião pública".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que essa "opinião pública", internacional, acredita que a França, ou mesmo a Europa como um todo, tem a obrigação de receber todo e qualquer imigrante do Magreb por causa dos sofrimento imposto nos 100 anos de imperialismo na região e aceitá-los com todos seus hábitos que, para muitos de nós ocidentais, são vistos como medievais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se para o governo e a sociedade francesa demonstrações religiosas, como o uso do véu islâmico, vão contra aquilo que eles consideram culturalmente aceito por lei, como o consumo da carne de cachorro aqui, e ainda ferem o direito constitucional de ir e vir como bem entender, no caso da mulher que é obrigada pelo marido a usá-lo, ele tem todo o direito de não dar a nacionalidade francesa ao sujeito em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equação é simples, todo cidadão tem direitos e deveres. Se por algum motivo ele decide ir morar em outro país ele tem o direito de manter seus hábitos culturais desde que esses não interfiram nos deveres que sua nova sociedade impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente dos erros que tenha cometido no passado, um país com uma sociedade cada vez maior de estrangeiros não pode abrir mão de preceitos fundamentais de sua cultura para "agradar" uma minoria que, além de não ser bem vinda, não se esforça em adaptar-se e integrar-se apenas porque a "opinião pública" internacional o quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Site de humoristas franco-magrebinos que brincam com os esteriótipos(dica do blog &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/de-paris/franca/humor-contra-intolerancia-religiosa-islamica/" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;De Paris&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;) :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.apartcatoutvabien.com/" target="_blank"&gt;A part ça tout va bien &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Links para as matéria sobre o tema:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2010/02/02/01016-20100202ARTFIG00579-prive-de-naturalisation-pour-avoir-impose-la-burqa-a-sa-femme-.php" target="_blank"&gt;Le Figaro&lt;/a&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;[em francês]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,franca-nega-cidadania-a-homem-que-obriga-mulher-a-usar-veu,505694,0.htm" target="_blank"&gt;O Estado de São Paulo &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-3004809508803759989?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/3004809508803759989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=3004809508803759989' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3004809508803759989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3004809508803759989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2010/02/la-graine-et-le-mulet.html' title='La graine et le mulet'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S2m9RoLtMoI/AAAAAAAAALw/oK3xcn4Rz2Q/s72-c/poitiers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-1675935809210403968</id><published>2010-01-14T05:39:00.000-08:00</published><updated>2010-01-18T05:47:38.579-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Francês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Balada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BRIC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>"Le Roi est mort ,vive le Roi!" - Divagações sobre a Europa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S08kZWLcFPI/AAAAAAAAALI/NDk21SSceJY/s1600-h/reciclar.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S08kZWLcFPI/AAAAAAAAALI/NDk21SSceJY/s320/reciclar.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426596093873624306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Muito se fala da decadência da Europa e Estados Unidos frente ao surgimento de novas potências mundiais, dentre as quais o Brasil. É um tema que vem sendo estudado com grande entusiasmo, principalmente por cientistas políticos e sociólogos dessas “novas potencias” e, como não poderia deixar de ser, gritado aos sete ventos pelos seus governantes populistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fracasso na política econômica e social e a decadência de uma forma de sociedade se tornam latentes quando seu estado símbolo desaparece da mídia. Compare os anos de governo Bush e Bill Clinton com este primeiro ano de governo Obama: Depois da euforia da eleição do primeiro “negro” presidente da “maior potência” o nome de Barack começou a desaparecer da mídia de forma progressiva, reaparecendo vez ou outra quando acontece um atentado a um avião ou em algum distante país muçulmano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a atenção dada aos EUA nos últimos tempos é pouca, tente se lembrar quantas vezes uma grande reportagem sobre a França, Alemanha ou Italia foi feita nos últimos anos e compare com as vezes que os BRICs, e seus governantes, foram capas de grandes publicações internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O fim da festa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época em que tinham colônias em todos os continentes, os ricos estados europeus funcionavam formidavelmente com rios de dinheiro advindos da venda e exploração dos recursos destes países. Foi somente quando se depararam com sua pequenez e escassez de bens naturais foi que os governantes se deram conta do quão impossível é manter estados tão bonitos, ricos e desenvolvidos com pouco dinheiro, territórios diminutos e leis trabalhistas que engessam a economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa de se juntar para crescer que foi a União Européia, apesar do êxito no quesito abertura de fronteiras, desfalece na luta de interesse dos chauvinistas europeus, grandes ou pequenos, além de sofrer do descaso de um de seus vértices, o Reino Unido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado de bem estar social com suas leis trabalhistas que atam as mãos dos chefes de empresas, em especial as impraticáveis 35 horas semanais acompanhadas da caríssima “hora extra”, o parasitismo na máquina estatal e a falta de empregos para os jovens recém chegados ao mercado de trabalho, além do imobilismo industrial tem transformado o continente europeu, com ênfase na Itália e França, em uma grande “Ouro Preto”. Lugar lindo e cheio de história, mas habitado apenas por turistas e velhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante a indústria estagnada, o desemprego em alta e tecnocratas fracos e corruptos ocupando altos cargos no governo, sem se esquecer da crise social decorrente da imigração, a vida noturna e a boemia em cidades como Paris, Roma e Londres naufragam em severas leis secas, de silêncio e antitabagistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim algumas cidades vibrantes, jovens e com oportunidades como Berlin e Madrid mostram que um retorno à vanguarda é possível. A Europa precisa urgentemente se reciclar e repensar seu lugar no mundo antes que perca seus cérebros e sua juventude, que hoje está desempregada e sem perspectivas, indo embora para o “terceiro mundo”.&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CGUILHE%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CUsers%5CGUILHE%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CUsers%5CGUILHE%7E1%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt; 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- Divagações sobre a Europa'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/S08kZWLcFPI/AAAAAAAAALI/NDk21SSceJY/s72-c/reciclar.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-3132314509439788764</id><published>2009-12-24T11:44:00.000-08:00</published><updated>2009-12-24T11:56:22.518-08:00</updated><title type='text'>Joyeux Noël!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SzPHUD2ADGI/AAAAAAAAAKA/L0KWijaM3Tk/s1600-h/noel_paris.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SzPHUD2ADGI/AAAAAAAAAKA/L0KWijaM3Tk/s320/noel_paris.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418893924099951714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Neste fim de ano escutei muitos "2009 foi excelente" e mais ainda "Que bom que 2009 acabou!"&lt;br /&gt;Não existem anos bons e anos ruins. Todo ano algo de ruim acontece da mesma forma que coisas boas sempre estão por ai! O 2009 do MeuVizinhoBalzac foi um ano de transformações, fins, pausas começos e recomeços, seguindo os passoas da vida deste blogueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010 vem ai, sem Ano da França no Brasil, mas com muitas novidades e mudanças no intuito de trazer novas informações sobre a França pra quem me acompanha aqui quinzenalmente desde 2007!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos meus fieis, ou nem tanto assim, leitores deste blogue um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Joyeux Noël&lt;/span&gt; e um "deux mille dix" cheio de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;joie de vivre&lt;/span&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-3132314509439788764?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/3132314509439788764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=3132314509439788764' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3132314509439788764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3132314509439788764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/12/joyeux-noel.html' title='Joyeux Noël!'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SzPHUD2ADGI/AAAAAAAAAKA/L0KWijaM3Tk/s72-c/noel_paris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-4128653625092020370</id><published>2009-12-14T01:27:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T03:56:34.304-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cozinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terroir'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gastronomia'/><title type='text'>Comer e ponto final.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SyYkJccuMJI/AAAAAAAAAJc/SiE_DIgYs_g/s1600-h/julie.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SyYkJccuMJI/AAAAAAAAAJc/SiE_DIgYs_g/s320/julie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415055346633683090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esse fim de semana fui assistir ao simpático &lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.imdb.com/title/tt1135503/"&gt;Julie &amp;amp; Julia&lt;/a&gt; com a Meryl Streep. O filme se passa metade na Paris do pós-guerra e metade na Nova York pós 11/9 e conta a história de uma blogueira, Julie, que resolve fazer todas as receitas do livro de uma carismática cozinheira dos anos 50, Julia.  Famosa por ter sido ser a primeira a escrever receitas francesas em inglês e também por apresentar um simpático programa de culinária na televisão, resumindo, a Jamie Oliver dos anos 50 nos EUA, Julia Child foi casada com Paul Child, um diplomata americano de gosto refinado que introduziu ela no mundo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;savoir vivre&lt;/span&gt;. Quando Paul foi enviado à Paris, Julia, desocupada e apaixonada por comida, aproveitou para cursar a mundialmente conhecida escola de culinária &lt;a href="http://www.cordonbleu.edu/"&gt;Le Cordon Bleu&lt;/a&gt; onde formou-se&lt;span style="font-style: italic;"&gt; chef de cuisine&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A longa introdução cheia de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;spoilers&lt;/span&gt; é pra dizer que o assunto de hoje é comida. Até agora não tinha dado o espaço necessário a ela aqui neste blog, e, tratando-se de um blog que discute a França, isto é praticamente uma blasfêmia. Falar da França sem falar da comida é que nem fazer uma comparação idiota sem soar ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente vai passar as férias, ou até mesmo morar, na França e na volta vem conversar comigo disparando uma série de "mitos" sobre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cuisine française&lt;/span&gt;. Pergunto para a pessoa onde e o que ela comeu quando estava por lá e tudo fica claro. Começa então um trabalho de desmitificação complexo, pois ambos os lados tem a argumentação bem estruturada e a verdade nas mãos. A cozinha francesa é boa, mas pode ser ruím.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeiro mito: a comida francesa é pouca e sai-se da mesa com fome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem uma coisa em que o Brasil e a França divergem é o quanto de comida é suficiente para uma pessoa viver. O Brasil é um país continental com fartura de todo e qualquer tipo de bem natural e não participa efetivamente de uma guerra de longa duração há exatos 139 anos. A França é um país menor territorialmente, superpovoado e que adora criar motivos pra ter que se render, isso é, os franceses ja passaram por muitas privações nos últimos séculos, entre elas a fome. E foram a fome e a etiqueta, afinal de contas se entupir de comida não é nada chic, que os levou ao internacionalmente conhecido hábito de comer "pouco". Coloco o pouco entre parenteses porque não é apenas uma questão histórica, mas também de hábitos. Comer até ficar "cheio", como se fosse a última refeição da vida, definitivamente não é coisa de francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o brasileiro em Paris faz como se estivesse no Brasil e pede somente o prato principal deixando a entrada de lado. Só que na França a entrada não é pra ser "pulada", ela faz parte da refeição e é quase do tamanho do prato principal, diferentemente daqui onde o prato principal por si só costuma ter arroz e batata frita suficientes pra uma família de rescapados da seca. Outro hábito gastronômico tupiniquim que não se aplica na França é dividir a sobremesa. Sobremesa lá é cada um com a sua, por isso que existe o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menu&lt;/span&gt; individual com entrada+prato+sobremesa. Peça  sempre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menu&lt;/span&gt;, que geralmente é mais barato que só o prato+sobremesa ou entrada+prato, e sinta que comeu o necessário para passar a tarde visitando o Louvre sem desmaiar ou ter anemia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Segundo mito: não se come carne na França.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que não se come carne, é o conceito de carne que é outro. Antes de mais nada é preciso fazer um parênteses para lembrar que nenhum cardiologista ou membro do PETA acha humanamente aceitável passar a tarde em um barracão comendo sanguinariamente pedaço após pedaço de vaca enfiados num espeto. Parêntese fechado, na França tudo que tem proteina é carne, do&lt;span style="font-style: italic;"&gt; entrecote&lt;/span&gt; ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;escargot&lt;/span&gt;, passando pelos frutos do mar, rãs, ostras, &lt;a style="font-style: italic;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Andouillette"&gt;andouillette&lt;/a&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;foie gras&lt;/span&gt;, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Horse_meat"&gt;cavalo&lt;/a&gt;, entre outras menos ou mais exóticas. Isso é, consome-se bastante proteína sem recorrer sempre a mesma fonte mesmo porque o país não é grande o bastante para a produção em larga escala de carne bovina como acontece nos países da America do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terceiro mito: a comida francesa é ruim&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser uma questão de gosto esse é o mito mais abominável. A cozinha francesa é a melhor do mundo, e isso não sou eu quem diz, e sim todos os gourmets, críticos, cozinheiros guias e  livros espalhados pelos quatro cantos do globo. O que acontece é que o turismo de massa do século XX levou a um boom de bistrôs turísticos, principalmente em Paris, que servem uma comida de qualidade execrável a um preço mais em conta que os restaurantes tradicionais. O turista perdido chega na capital francesa e por conta da praticidade, preço e localização inevitavelmente acaba comendo um menu a 15 euros em um dos péssimos restaurantes da rue de la Huchette, da a rue Mouffetard, do Halles ou em alguma filial da Hippopotamus, isso quando não passa os 15 dias de viagem comendo crepe de Nutella e baguette de presunto e queijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fora de Paris como-se bem a um bom preço em qualquer pocilga, é realmente difícil achar na capital bons restaurantes onde não se deixa as calças ao fim da refeição. Entretanto um olhar observador, como por exemplo, ver se o restaurante é mais frequentado por locais do que por turistas, além de um bom guia, como o &lt;a href="http://livre.fnac.com/a2695745/Collectif-Les-meilleurs-restos-a-petits-prix-de-Paris?Mn=-1&amp;amp;Ra=-1&amp;amp;To=0&amp;amp;Nu=2&amp;amp;Fr=0"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les meilleurs restos a petit prix&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, podem resultar em maravilhosas experiências palativas que sem dúvida serão o maior &lt;span style="font-style: italic;"&gt;souvenir &lt;/span&gt;dos dias na França, melhor até que as miniaturas da Torre Eiffel a 2 euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Quarto mito: a comida francesa é gordurosa, engorda e faz mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para este mito temos uma população de 65 milhões de pessoas com nível de massa corporal dentro do padrão, poucos obesos e expectativa de vida de 80,7 anos (décimo no mundo, 82 posições acima do Brasil). Apesar de comerem queijos, maionese, manteiga e muita gordura saturada, tudo na França é natural, praticamente artesanal, produto do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Terroir"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;terroir&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Essa é a explicação para o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/French_paradox"&gt;paradoxo francês&lt;/a&gt;. As indústrias alimentícias são intensamente fiscalizadas, pouca gordura trans é utilizada nos produtos e os horti-frutis tem menos agrotóxicos que no Brasil, sendo que só se encontra os produtos da estação na própria estação, não ha "malabarismos" para oferecer pêssegos e morangos o ano todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é atoa que a França, com seu&lt;span style="font-style: italic;"&gt; terroir&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; marchés&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;e seus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chefs&lt;/span&gt; pop stars é a pátria da alta gastronomia. Mas é preciso separar o joio do trigo para não cair nos golpes aplicados aos turistas. É nos pequenos lugares de cozinha familiar que se come o melhor, pois sim, é possível ter uma experiência gastronômica maravilhosa na França sem ter um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;a href="http://www.viamichelin.fr/tpl/hme/MaHomePage.htm"&gt;guide Michelin&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; ou ter que lavar os pratos no &lt;a href="http://www.latourdargent.com/"&gt;La Tour d'Argent&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-4128653625092020370?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/4128653625092020370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=4128653625092020370' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4128653625092020370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4128653625092020370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/12/comer-e-ponto-final.html' title='Comer e ponto final.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SyYkJccuMJI/AAAAAAAAAJc/SiE_DIgYs_g/s72-c/julie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-1334944833475674611</id><published>2009-11-25T11:51:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T15:50:24.074-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Original'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Restaurante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Balada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Entre o Fake e o Cool</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/Sw2LV2jgBjI/AAAAAAAAAI8/1Vo_EBrfmJA/s1600/cachorro_espelho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/Sw2LV2jgBjI/AAAAAAAAAI8/1Vo_EBrfmJA/s320/cachorro_espelho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408131935079761458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando vou comer fora de casa em São Paulo, vez ou outra acabo testando um restaurante francês. Exceções a parte, ao invés de um retorno à Paris, me vejo sentado numa cópia exata do mesmo restaurante francês que fui no mês passado: preço salgado, gente nova rica e afetada (ou pior, hype), comida medíocre(sempre as mesmas variações do tema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;confit de canard&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;stake au poivre&lt;/span&gt;) e, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;le pire&lt;/span&gt;, decoração "estilo bistrô paulistano", mesa baixa, com toalha branca, velas e quadrinhos de Paris...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira coisa que os restaurateurs de São Paulo deveriam saber é que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bistrot&lt;/span&gt;, na França, é um lugar onde você é atendido pelo dono e pelos filhos do dono "a paisana", não por garçons vestidos de terno, comer pratos inéditos com o que tem de fresco no dia a um preço entre o barato e o razoável e, o principal, a decoração, de preferência diferente de uma casa pra outra, não inclui necessariamente toalha de mesa passadérrimas nem quadrinhos com o Champs-Élysées estilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo pra falar que aqui em São Paulo temos essa péssima tradição de pegar uma coisa original, como os bistrôs, e transformá-los em algo caro e sem originalidade. É a mentalidade shopping center. Posso dar outros exemplos: os bares estilo carioca da Vila Madalena, todos exatamente iguais, as novas casas de kebab (donner kebab na europa é comida de terceira pra matar a larica pós balada, não comida chique pra comer com garfo e faca e soda italiana), as hamburguerias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;NY wanna be&lt;/span&gt; e as feirinhas hypes de rua. É a mentalidade "rede", de rede de restaurantes mesmo, que ultrapassa o próprio conceito de rede e se transfere praquilo que não queria ser rede. Difícil? Para exemplificar, Árabia e Almanara, concorrentes, têm a mesma exata comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo fica pasteurizado, as idéias se repetem e acabam saturando. Ao boom de bares cariocas seguiu o boom de baladas indie rock na baixa Augusta, seguido pelo boom de kebaberias, boom de temakerias e agora descobri o boom de "Entrecôtes", sim depois do novo restaurante do Olivier, que tem menos de seis meses, já apareceu outro com a mesma idéia de prato único contra-filé, batatas, molho especial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tem todas as churrascarias idênticas com garçons gaúchos e hostess de chita, todas as cantinas idênticas com pratos pesados e todas as mesmas baladas de rico da Vila Olímpia com a mesma Veuve Clicquot a 500 reais. Aquilo que era Cool e “original” em menos de seis meses vira Fake. Uma cidade que tinha tudo pra criar novas idéias exatamente pela sua mistura cultural, seu melting pot, acaba criando um monte de idéias em "redes" que se adaptam a mentalidade pequena do cliente com o medo de darem prejuízo ao dono. Se uma coisa da certo o negócio é copiar, não importa que aquilo seja totalmente diferente da idéia original. E assim caímos dentro de nossos próprios clichês.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-1334944833475674611?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/1334944833475674611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=1334944833475674611' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1334944833475674611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1334944833475674611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/11/entre-o-fake-e-o-cool_25.html' title='Entre o Fake e o Cool'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/Sw2LV2jgBjI/AAAAAAAAAI8/1Vo_EBrfmJA/s72-c/cachorro_espelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-4466271158513835855</id><published>2009-11-06T12:30:00.000-08:00</published><updated>2009-11-09T18:30:19.463-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobreza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano da França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pasárgada'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>A morte de um elo e uma nova visão de lugar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Com 100 anos morreu ClaudeLévi-Strauss, um dos maiores elos entre o Brasil e a França. Tendo morado quatro anos no Brasil entre 1935 e 1939, foi um dos primeiros professores da recém fundada universidade de São Paulo. Referência para os acadêmicos brasileiros, Lévi-Strauss foi um dos primeiros acadêmicos importantes a mostrar nosso país, até então uma incognita, para o resto do mundo, ao escrever &lt;i&gt;&lt;a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Tristes_Tropiques" target="_blank"&gt;Tristes&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Tristes_Tropiques" target="_blank"&gt; trópicos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; que mistura lembranças de sua viagem pelo Brasil, seus encontros com os índios em Goiás, Mato Grosso e Paraná e também meditações sobre a civilização. Bom, caro leitor, a idéia não é discorrer sobre a obra do antropólogo, mesmo porque sou jornalista e como todos sabem jornalista é o doutor do nada.  Interessante notar como a imagem do Brasil mudou de 1939 até 2009 e como para muitos a Pasárgada sempre está em outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando Lévi-Strauss esteve por aqui São Paulo era uma imitação barata da Europa, o que incluía os intelectuais metidos a vanguardistas e os prédios neoclássicos - construídos até hoje só que com 4 suítes e 5 vagas na garagem. Fora São Paulo e o Rio de Janeiro, o resto do país era um amontoado de cidades precárias - imagine já é precário hoje o que dirá em 1930- com uma gigantesca massa de miseráveis. Em algumas regiões, que não precisamos nomear, o Faroeste ainda era regra, o nosso presidente era Getúlio Vargas e a Argentina era a décima economia do mundo, bem a frente do Brasil, que no entanto ja era chamado de "o país do futuro!" (Stephan Zweig- &lt;i&gt;Brasil, país do futuro&lt;/i&gt;, 1941) e mesmo assim ele ainda dizia sentir saudades do Brasil.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora, exatos 70 anos depois, somos vistos como o país do presente, da consciência ambiental, a superpotência da America Latina, a próxima China, ou seria EUA e etc, etc, etc. Me lembro bem de quantas vezes alguns franceses comuns me perguntaram o que eu estava fazendo em Paris se o Brasil era muito melhor, onde o emprego crescia feito grama, a vida era menos estressante e mais barata, o povo simpático e o futuro ainda estava por vir, enquanto a França, nas palavras deles, era um país atrasado, velho, sem oportunidade para os jovens e caro, muito caro. Isso tudo apesar das imagens de &lt;i&gt;Cidade de Deus&lt;/i&gt; e dos ônibus pegando fogo nas favelas, os cadáveres nos carrinhos de supermercado e todas aquelas imagens lindas da violência brasileira que proliferam na mídia mundial. Eu ficava indignado e fazia questão de mostrar que a França ainda era referência e que o Brasil tinha vários problemas. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Refletindo sobre essas questões um ano depois de ter voltado, passado o choque de realidade, a readaptação e todos os demais problemas da volta que ja comentei neste mesmo espaço, cheguei ao lugar comum que no fundo não tem um lugar bom nem um lugar ruim - talvez vá-la o Zimbábue e o Afeganistão sejam ruins. Todavia mais do que lugares bons e ruins existe a adaptação ao espaço ao redor. Esses franceses comuns não estão errados: se quiser terá mil e um motivos para achar o Brasil uma merda, é só entrar na internet em alguma página de política, sair de casa e pegar a marginal Tietê, ou ir passar o fim de semana em Paraisópolis. Por outro lado se for passear no Ibirapuera, no Jardim Botânico no Rio, ir para a praia, assistir a um concerto na OSESP ou uma vibrante batucada de escola de Samba, ser bem recebido por estranhos, comer bem, muito bem, por um preço irrisório e ter possibilidades de ter um bom emprego, coisa difícil em muitos países "desenvolvidos", o Brasil vai parecer o paraíso. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como já disse, Lévi-Strauss dizia sentir muitas saudades, principalmente de São Paulo. O paulistano que desaparece pro litoral ou interior nos feriados se perguntaria o porquê. O francês expatriado que vem morar aqui e delira com os prédios da Marginal Pinheiros, as construções monumentais, as churrascarias rodízios, a cordialidade e com o exótico de nossa cultura sabe a resposta. Admito que às vezes sei, às vezes não...&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;P.S. Escrevo isso no momento em que recebi um email da minha amiga francesa Catherine no qual ela me enviou os PDFs da edição de 29.10.09 do Courrier International, importante revista semanal francesa, cujo o tema do dossiê principal é exatamente o aumento da importância do Brasil: &lt;a href="http://www.courrierinternational.com/magazine/2009/991-touche-pas-a-mes-terres-le-sud-face-a-la-razzia-des-pays-riches" target="_blank"&gt;Brésil: Portrait d'un pays qui gagne &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-4466271158513835855?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/4466271158513835855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=4466271158513835855' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4466271158513835855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4466271158513835855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/11/morte-de-um-elo-e-uma-nova-visao-de.html' title='A morte de um elo e uma nova visão de lugar'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-1833003719416286349</id><published>2009-09-08T19:21:00.000-07:00</published><updated>2009-10-26T09:51:26.937-07:00</updated><title type='text'>Abandono do Blogue?  Não, apenas um "volto logo!"</title><content type='html'>Queridos leitores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Eu deixarei de postar no Blog por um tempo. Achei q esse ano ja tava muita overdose de França e preciso rever alguns pontos do meu próprio eu escritor.&lt;br /&gt;Todavia, contudo, entretanto prometo retomá-lo no meu 24o ano de vida! Peço paciência aos meus 2 leitores assiduos que logo mais estarei de volta, com muitas novidades e, quem sabe, um pouco mais inspirado!&lt;br /&gt;Pra quem quiser me seguir estou no twitter @guibittar onde, além de meus comentários fugazes, também encontrarão dicas eventuais da cultura francesa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voilà! A Bientôt!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-1833003719416286349?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/1833003719416286349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=1833003719416286349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1833003719416286349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1833003719416286349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/09/abandono-do-blogue.html' title='Abandono do Blogue?  Não, apenas um &quot;volto logo!&quot;'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-8235567151640443658</id><published>2009-06-29T18:56:00.000-07:00</published><updated>2009-06-30T07:35:23.028-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Africa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Médicos sem fronteiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mazelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Iraque'/><title type='text'>Matéria Babel - Médicos sem fronteiras(Parte II)</title><content type='html'>Hoje publico a segunda parte da matéria que fiz sobre os MSF. No final, mais uma vez, a dica da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nomadismo sem frescuras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria a sensação de viver durante nove meses em um campo de refugiados, no meio do nada, em um país em colapso após uma guerra civil, onde a população não tem nem água, nem esgoto muito menos energia elétrica? Um lugar no qual latrina pra dez pessoas é luxo, as diversões são restritas e a vida espartana? Pois Carla deixou para trás um rentável consultório psiquiátrico e toda uma vida confortável em São Paulo para se instalar no norte de Uganda onde participou de uma de suas duas missões pela ONG Médico sem fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carla Kamitsuji é formada em psiquiatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Sempre teve atração pelo trabalho humanitário, tinha o sonho de ir para a Amazônia com o exercito para dar apoio à população ribeirinha, entretanto não podia deixar de fazer a residência. Foi então que o inusitado levou Carla a mudar de planos: “No final do sexto ano eu sofri um acidente de carro na cidade universitária, estava indo para um plantão no HU de manhã. Dormi ao volante e bati atrás de um ônibus. Este acidente me fez repensar minha vida, meus valores e minhas prioridades. Decidi ir pra Manaus independente do resultado da prova de residência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de aceita no processo de seleção das forças armadas passou um terço de 2003 em um barco-hospital prestando serviços médicos onde teve contato com uma outra realidade do Brasil, fora do eixo Sul-Sudeste, “Um mundo onde os recursos médicos eram limitados e a vida precária, mas no qual vi que era possível fazer um bom atendimento sem toda infra-estrutura dos grandes centros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando pra São Paulo fez a residência em psiquiatria e abriu um consultório, mas não conseguiu se adaptar. “Minha casa virou um hotel, só ia lá para dormir e comer. Trabalhava demais, me tornei uma escrava do dinheiro, mas sem ter tempo nem pra gastá-lo” diz. Isso durou de setembro de 2006 a janeiro de 2207, pois em novembro de 2006, após uma série de coincidências, enviou seu CV para Ana Cecília que precisava de psiquiatras para integrar a sessão suíça da MSF. “27 de dezembro fui fazer a entrevista, e no dia 28 já estava integrada. Dia 11 de janeiro já partia pra Uganda”. Para a família foi uma surpresa: “Foi aquela coisa, a Carla, que fez USP, tava trabalhando e ganhando dinheiro, seguindo o script, de repente muda tudo e resolve ir pra um lugar pior que o Brasil, aquela coisa, ao invés de ir pra Europa ou EUA...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SkogznX9x-I/AAAAAAAAAHU/9HFPpOfNrUk/s1600-h/Patients+waiting1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SkogznX9x-I/AAAAAAAAAHU/9HFPpOfNrUk/s400/Patients+waiting1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353127178198173666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo de deslocados internos Atiak, no norte de Uganda, a 30 km da fronteira com o Sudão, Carla supervisionava o staff nacional. Ela explica que na verdade os médicos estrangeiros, tirando situações de catástrofes naturais, só estão na missão para capacitar os demais médicos locais. No caso dela trabalhava direto com as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;councellors&lt;/span&gt; (conselheiras formadas em serviços social ou psicologia) locais, no componente de saúde mental e na assistência que eles dariam às pessoas. “Na verdade os estrangeiros não são o que põem a mão na massa, ao contrário do que aparece nas fotos. Quem faz isso é o staff nacional. Primeiro porque o médico estrangeiro não fala a língua local, e, além disso, os estrangeiros não ficam muito tempo, a idéia é apenas dar ferramentas para que os locais caminhem com as próprias pernas” explica. Por mais incrível que pareça ela conta que apesar da guerra e dos traumas, os problemas psicológicos mais comum que verificou nas missões foram os relacionados a depressão e ansiedade, as mesmas doenças que acometem pessoas no mundo todo e comenta de sua relação com alguns pacientes: “Antes de ir pra Uganda, eu fiquei frustrada, pois como psiquiatra não teria me comunicar. Mas o não verbal não pode ser negligenciado. Um dia no consultório vi que o menino atendido tinha algo, ai pedi pro staff perguntar na língua deles e ele respondeu que estava triste, não tinha mais vontade. No final quando ele viu que o problema dele tinha ajuda ficou melhor, a gente se entendeu sem a comunicação verbal.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida em Uganda era precária, banho de balde e latrina faziam parte da rotina. Eletricidade só a partir de maio quando instalaram painéis de energia solar e a comida vinha em suprimentos semanais. Apesar das dificuldades toda missão conta com habitação para os médicos, de preferência quartos individuais, cozinheira, faxineira e motoristas locais, que se ocupam das tarefas do dia-a-dia. Entretanto para Carla nada disso era problema: “Em Uganda me adaptei super bem, mesmo com os ratos e baratas na cozinha. Consegui conviver, o que me impressionou. Nossa latrina era muito boa, pouca gente usava, dez pessoas, enquanto no campo de refugiados era uma pra mil pessoas. Para me divertir nos fins de semana, alem dos livros contava com os DVDs piratas que comprava na cidade mais próxima. Eram seis filmes em um DVD”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após Uganda, e três meses de merecidas férias no Brasil, Carla foi enviada ao Iraque, na região norte do Curdistão, mais precisamente para trabalhar nas cidades de Erbil e Dohuk, na qual tinha um trabalho mais tranqüilo que aquele feito em Uganda. “O projeto do Iraque era com as populações das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hot-zones&lt;/span&gt;, isso é, as áreas de conflito a idéia era que os doentes fossem encaminhados de outras regiões até a base da MSF no Curdistão. Como os médicos da região são mais capacitados, tem formação universitária, muitos inclusive no exterior, eu ficava com um trabalho mais burocrático, fazia relatórios por exemplo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/Skog-8hWY6I/AAAAAAAAAHc/Xsc_swrHwQc/s1600-h/Non+food+item+distribution+day10.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/Skog-8hWY6I/AAAAAAAAAHc/Xsc_swrHwQc/s400/Non+food+item+distribution+day10.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353127372853240738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas diferente das imagens do Iraque transmitidas pela televisão, a vida no Curdistão era mais tranqüila, visto que o centro de apoio ficava na capital da região norte, tinha energia elétrica, chuveiro, internet e até privada. “No Iraque que tinha todo conforto normal, pra mim era super luxo, mudou completamente. Além disso, todo período que estive lá não teve nenhuma explosão ou atentado. Mas a gente tinha regras de segurança, não podia andar sozinha, caminhando. Dava pra sair pra jantar a noite, mas só se fosse acompanhada do motorista e mais alguém” explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às relações com os colegas estrangeiros Carla diz que não difere muito da convivência em família: “É tipo um Big Brother, tem uns com quem temos mais afinidade e outros que nem tanto. Às vezes acontecem brigas, pelo stress de não falar a língua mãe, de viver em situação de dificuldade”. Namoros e mesmo casamentos entre membros estrangeiros da MSF são comuns, mesmo porque a faixa média é 30 anos, época em que muito tempo sem sexo transforma se em mais stress. O problema é quando envolve estrangeiros e membros do staff nacional o que é proibido pela organização, pois segundo Carla: “Dependendo da cultura é o branco pegando a negra. Tem toda a tradição histórico-cultural, a sociedade fala: ‘o branco pegou você e foi só foi pelo dinheiro’ e a pessoa em questão é excluída”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carla comenta que muito dos médicos acabam tentando virar um local; “Eles pensam ‘Quero fazer o trabalho humanitário e ser igual a eles!’ Isso é uma utopia. Você não fala a língua deles, não é um deles. Isso é diferente de tentar entender a cultura e respeitar. Se tornar um deles é impossível, a história de vida é outra. Mesmo os que vão de um pais subdesenvolvido como Brasil, por exemplo, são de uma elite sócio-econômica que não representa uma maioria da população brasileira”. Outro problema para Carla são os médicos que não cuidam de si mesmos: “O trabalho humanitário tem uma incidência de HIV maior do que na população em geral, pois é uma profissão de risco. Com o aumento do stress, aumenta o comportamento de risco como drogas e sexo desprotegido. Muitos vêm com a idéia de Super homem e não agüentam, pois não admitem nem que estão cansados. Precisam descansar para fazer o trabalho direito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem trabalha na MSF não é pelo dinheiro. A ultima coisa que se conversa é dinheiro”diz. Depois de mais umas missões pretende fazer um mestrado em saúde publica, e atuar no interior do Brasil onde não há profissionais da saúde mental em todos os lugares. “Me atrai uma vida nômade” completa. FIM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica da semana:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estreiou no circuito augusta-paulista-bourbon na semena passada o filme "Há tanto tempo que te amo". Muito bem recebido pela crítica e pelo público na Europa e mesmo nos EUA, o filme tem como atriz principal Kristin Scott Thomas, aquela de "Lua de fel" e "Quatro casamentos e um funeral". Na França desde de os 19 anos, ela interpreta , num frânces irrepreensível, Juliette Fontaine, que após 15 anos na cadeia vai morar com a família da irmã e tenta se readaptar ao mesmo tempo em que o espectador anseia por descobrir o motivo de sua prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tanto tempo que te amo, I&lt;span style="font-style: italic;"&gt;l y a longtemps que je t'aime&lt;/span&gt;, França, 115 min&lt;br /&gt;Direção Phillipe Claudel, com Kristin Scott Thomas, Elsa Zylberstein, Serge Hazanavicius e Laurent Grévill&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://guia1.folha.com.br/guia/cinema/drama/400844/ha_tanto_tempo_que_te_amo" target=blank&gt;Salas em cartaz (Guia da Folha) &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-8235567151640443658?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/8235567151640443658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=8235567151640443658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/8235567151640443658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/8235567151640443658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/06/hoje-publico-segunda-parte-da-materia.html' title='Matéria Babel - Médicos sem fronteiras(Parte II)'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SkogznX9x-I/AAAAAAAAAHU/9HFPpOfNrUk/s72-c/Patients+waiting1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-2637674911897101814</id><published>2009-06-16T10:25:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T09:07:24.188-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano da França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='no da França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Africa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Médicos sem fronteiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Serge Gainsbourg'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bernard Kouchner'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mazelas'/><title type='text'>Matéria Babel - Médicos sem fronteiras(Parte I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou publicar em dois posts neste blog a matéria sobre a MSF que fiz para a Revista Babel dos alunos de jornalismo da ECA- USP que infelizmente não saiu.&lt;br /&gt;Como trata-se de uma organização francesa o tema é pertinente. Segue a dica da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Na fronteira da vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;por Guilherme Bittar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Notícias como essa, com as mesmas nuances de melodrama, sempre aparecem nos telejornais: Em um remoto país africano um grupo étnico toma o poder e começa a matar compulsoriamente membros do grupo “adversário”. A barbárie começa a ser denunciada pela mídia e, em pouco tempo, várias pessoas de diversas partes do mundo co&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;meçam a afluir para o a local. O que leva essas pessoas a estar n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o lugar em que ninguém gostaria de estar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/Sj0CP00CtVI/AAAAAAAAAG8/OBT4vFxyIFo/s1600-h/S7300227.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/Sj0CP00CtVI/AAAAAAAAAG8/OBT4vFxyIFo/s400/S7300227.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349434403284235602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não são de todo desconhecidos. Seja uma catástrofe natural na Ásia, ou mais um conflito étnico sanguinário na África, lá estão eles. Vestidos de branco com o logotipo em vermelho, seus membros estão sempre a postos no intuito de salvar vidas, curar e ajudar, mas sem deixar de lado a denuncia e o testemunho dos possíveis desrespeitos aos direitos humanos. E é exatamente esse o diferencial dos Médicos sem fronteiras (MSF), uma das organizações médico-humanitárias mais conhecidas e respeitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ONG Médico sem fronteiras, ou Médecins sans frontières, como é internacionalmente conhecida, foi criada em 20 de dezembro de 1971 por um grupo de médicos e jornalistas franceses. Eles estiveram com a Cruz Vermelha em 1970 no Biafra, durante a tentativa de independência desta região da Nigéria, mas não concordaram com a política de neutralidade exercida pela organização. Os treze fundadores, entre eles o midiático Bernard Kouchner, ex-Partido Socialista e atualmente ministros das Relações Exteriores do governo Sarkozy, criam durante a missão o Grupo de intervenção médica e cirúrgica de urgência (GIMCU) que no ano seguinte muda de nome para Médicos sem fronteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passam-se os anos, muda-se a direção. Bernard Kouchner sai e funda o similar Médicos do Mundo, após a operação Un bateau pour le Vietnam (Um barco para o Vietnã), na qual acontecem divergências sobre a midiatizaçao demasiada do grupo. Nos anos que se seguem a MSF participa de várias ações, trabalhando em conflitos como os do Sudão, Ruanda, Libéria e Iugoslávia e catástrofes como a fome em Serra Leoa ou mesmo o terremoto na Nicarágua, além de criar projetos contra doenças infecto-contagiosas como a AIDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A MSF começou em Paris, mas logo na década de 80 já encontra-se espalhada por vários países da Europa através de seus escritórios. Além da França; Espanha, Holanda, Bélgica e Suíça, onde hoje fica o escritório internacional da organização, mais precisamente em Genebra, contam também com centros operacionais do grupo. A Médicos sem fronteiras chega ao auge de seu reconhecimento ao ganhar em 1999 o prêmio Nobel da paz, no mesmo ano que o Dalai Lama. Hoje são cerca de 70 países que contam com representações da organização e 2500 médicos que partem anualmente em missões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a psicóloga e RH Ana Cecília Moraes, recrutadora da MSF no Brasil, a organização trabalha em países com a proposta de levar assistência e saúde para as situações onde não há, ou é muito difícil, o acesso a saúde, em decorrência de situação de conflito, catástrofe, fome ou epidemia. Em outros países como é o caso do Brasil, onde há condições, o atendimento é relacionado à violência urbana que impede a chegada de profissionais, materiais, e até mesmo ambulâncias como é o caso do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, onde há um projeto da MSF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Cecília trabalhou um tempo na Bélgica, um dos escritórios centrais, e visitou dois projetos, no Burundi e Peru. Trabalhou também por 40 dias como coordenadora administrativa no Quênia depois da evacuação da antiga coordenadora em decorrência do recrudescimento do conflito, esta tinha um filho pequeno. “O trabalho foi intenso, com problemas relacionados aos profissionais, dificuldade de acesso, estradas bloqueadas e violências étnicas” diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela explica que a MSF funciona através de uma série de escritórios divididos em duas grandes estruturas diferentes: umas são os projetos, no qual tem o hospital, ou um posto de saúde, uma campanha de vacinação, ou seja, o atendimento direto às pessoas. A outra estrutura que é a estrutura deliberativa, mais organizacional, leia-se burocrática, são os escritórios que estão espalhados hoje em 19 países, mesmo que a decisão de abrir um projeto ainda caiba apenas aos cinco maiores escritórios da organização mencionados anteriormente, que estão diretamente responsáveis pelos menores. Dentro desses escritórios há dois grupos de equipes: As de suporte como o departamento médico onde tem o médico (cirurgião, anestesista...), o enfermeiro e o psicólogo, que cuidam da criação vertical do componente de um projeto e outra administrativa que decide ou não pela implementação do projeto. Para tomar essa decisão, cria-se um grupo composto de cinco pessoas, sendo um médico, um RH, um diretor financeiro, um diretor de logística, e um chefe coordenador, que junto com a equipe do projeto vai decidir como vai ser a continuidade do projeto, acompanhando de perto a partir da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso há ainda vários fatores a serem levados em consideração como se o país ou estado, ou mesmo local, tem condições ou não de responder a essa situação, se não tem porque não tem e se é ou não papel da MSF intervir. “No furacão Katrina, por exemplo, no nosso entendimento não foi uma situação na qual a MSF deveria intervir, pois os EUA é um país que, teoricamente tem todos os recursos, têm profissionais e tem dinheiro. No caso poderia ter feito melhor, mas tinha condições de fazer alguma coisa” diz Ana Cecília que não esquece de frisar, sempre, a independência da organização. “É a gente quem vai decidir pela intervenção a partir dos nossos critérios somente. Não porque certo governo pediu ou temos algum tipo de financiamento, nada disso” diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto apesar de toda essa vontade de independência, a ONG precisa da autorização dos países para poder intervir, sobretudo em situações de conflito, mesmo que se pregue a neutralidade, imparcialidade e independência. ”Se queremos intervir num país, mas ele dificulta muito, ou mesmo não permite a entrada, o que vamos fazer é provavelmente divulgar, prestar o testemunho, e falar que o país não esta permitindo a entrada de ajuda humanitária”. Para ela o maior problema é o desconhecimento da organização e o fato de todas as entidades de ajuda médico-humanitárias usarem cores vermelha e branca nos seus logos e uniformes, o que gera certa confusão. “O resgate da Ingrid, é um exemplo, pois foi realizado a partir de uma falsa ação humanitária com um pessoal vestido de cruz vermelha. Isso impacta no nosso trabalho” comenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase 80% do orçamento que a MSF consegue é através de doações de pessoas físicas, os outros 20% são frutos de doações de alguns governos ou fundos intergovernamentais como a União Européia. Entretanto, não são aceitas doações de qualquer governo ou qualquer instituição privada. “Não podemos aceitar dinheiro de países ou empresas que estão claramente implicados em uma situação de conflito, como é o caso dos EUA e da China, ou empresas com intenções contrarias a nossa como a indústria Farmacêutica. Tudo que temos da indústria farmacêutica é comprado, não aceitamos doação, temos sim parcerias com algumas poucas indústrias, com alguns governos e instituições de saúde publica onde buscamos soluções para tratamentos que não tem cura ou cujo tratamento é antigo e ineficaz” frisa Ana Cecília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de viver de doações, e de ser uma ONG, explica, em parte, o “baixo” salário do profissional que se engaja em missões no exterior, em torno de 1000 euros, com bônus para sobrevivência, moradia, alimentação e seguro médico, além de poder levar a família, a partir da segunda missão e se o país for estável, obviamente. O membro da MSF tem que falar ou inglês ou francês, estar disposto a ficar um ano fora e ter extrema capacidade de adaptação e flexibilidade, além de uma dose alta de espírito de aventura, sobretudo se engajado para uma região de conflito. Ana Cecília explica: “A gente nunca pode ter certeza se haverá riscos, levamos em conta uma serie de fatores para mandar uma missão. No Afeganistão, por exemplo, estamos tentando voltar a trabalhar lá, mas o risco é muito grande”. Não há, todavia, total segurança de que mortes não aconteçam. No caso mais recente três membros estrangeiros da MSF faleceram no sul da Somália em janeiro desse ano em decorrência de uma mina tele controlada. A MSF resolveu então tirar todo o staff nacional da Somália, onde trabalhavam 80 estrangeiros, além dos 1000 somalis, e não voltou até hoje. Essa situação mostrou a dificuldade de se trabalhar em regiões de conflitos intensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todas as privações e dificuldades, muitos membros, cerca de 40%, fazem mais do que uma missão pela MSF. Normalmente é um pessoal mais jovem que se dispõe a viajar, mas a MSF, com sua complexa estrutura, ainda pode oferecer uma carreira para muitos dos que entram e há oportunidades de subir hierarquicamente na organização. Entretanto, não é isso que procuram os médicos e demais profissionais que se engajam na organização. Quem escolhe tal meio de vida acredita que a ajuda humanitária é a melhor forma de ajudar onde os governos já não são mais capazes de intervir. Ou seria uma forma de redimir as culpas coletivas de décadas de colonialismo e esquecimento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Continua na próxima semana...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica da semana:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana a dica é de uma exposição multimídia que começou dia 4 no SESC Paulista sobre a vida e a obra do meu ídolo Serge Gainsbourg. Integrante do Ano da França,  se estrututa em 24 pliastras multimidias com sons, imagens e vídeos. Mais informações:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?ParamEnd=1&amp;amp;IDCategoria=6084" target="_blank"&gt;Matéria de minha autoria sobre a exposição no site do SESC&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=152404" target="_blank"&gt;Link para o serviço da exposição&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-2637674911897101814?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/2637674911897101814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=2637674911897101814' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/2637674911897101814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/2637674911897101814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/06/materia-babel-msf-parte-i.html' title='Matéria Babel - Médicos sem fronteiras(Parte I)'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/Sj0CP00CtVI/AAAAAAAAAG8/OBT4vFxyIFo/s72-c/S7300227.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-6417835350231438192</id><published>2009-04-27T06:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T08:28:57.951-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano da França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Ano da França no Brasil. Finalmente.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SfW8ZD_KWzI/AAAAAAAAAG0/ITK3IPA-j8U/s320/affiche-afb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 153px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SfW8ZD_KWzI/AAAAAAAAAG0/ITK3IPA-j8U/s320/affiche-afb.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de muito "enrolê" venho falar aos poucos leitores que me restam sobre o acontecimento maior da francofilia, quiçá da cultura, neste fatídico ano de 2009. O ano da França no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de história: A França todo ano homenageia um país trazendo um pouco mais da cultura deste local para o cotidiano dos franceses. Ja teve ano da Armenia, da China e de diversos outros países. Porém nenhum outro marcou tanto os espíritos dos franceses quanto o Ano do Brasil que teve como tema Brésil Brésils, literalmente "Brasil Brasis" retomando o conceito de que o Brasil comporta vários"Brasis". A integração cultural entre os dois países foi perfeita, mesmo que muitas vezes a programação tenha sido pautada por alguns lugares comuns como batuque, candomblé e folclore. As manifestações artístico-culturais naquele longínquo e mítico ano de 2005 conseguiram trazer aos franceses um retrato menos caricato e estereotipado e bem mais complexo, e até mesmo completo, daquilo que eles acreditavam ser uma grande "Salvador-Rio-Amazônia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que, como forma de agradecimento, Monsieur Lula e Monsieur Gil prometeram retribuir com um ano da França no Brasil. Finalmente, este ano chegou no dia 21 de abril, feriado de Tiradentes, data escolhida pelo simbolismo republicano. A abertura oficial foi feita no Rio de Janeiro com um show pirotécnico promovido pelo Groupe F na Lagoa Rodrigo de Freitas. Nada mais carioca, nada mais francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano segue até o dia 15 de novembro (coincidência ou mais uma data republicana?) e conta com diversas atrações entre shows, exposições e instalações realizadas pelos governos dos dois países em parcerias com &lt;a href="http://www.culturesfrance.com/"&gt;Cultures France&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.aliancafrancesa.com.br/"&gt;Aliança Francesa&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/"&gt;SESC SP&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.ubifrance.fr/"&gt;Ubi France&lt;/a&gt;. Está será sem dúvida uma oportunidade para os brasileiros conhecerem mais sobre a nova França, da qual tanto falo aqui no blog, que já não é mais apenas o país do vinho, do Camembert e das mulheres com pelo no sovaco. Estarei aqui para dar as melhores dicas das melhores atrações deste ano. Pra começar, a Virada Cultural conta com &lt;a href="http://viradacultural.org/francabr/"&gt;programação especial&lt;/a&gt;. Aconselho ver a Cie Carabosse e o Tango Sumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações e programação completa do Ano da França no &lt;a href="http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/"&gt;site oficial&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-6417835350231438192?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/6417835350231438192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=6417835350231438192' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/6417835350231438192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/6417835350231438192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/04/ano-da-franca-no-brasil-finalmente.html' title='Ano da França no Brasil. Finalmente.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SfW8ZD_KWzI/AAAAAAAAAG0/ITK3IPA-j8U/s72-c/affiche-afb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-6143773188793756478</id><published>2009-03-09T07:40:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T20:38:39.793-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Francês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Português'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lingua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flanêur'/><title type='text'>O pré e o pós da língua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tempo depois do último post, entre Carnavais, fins de ciclo e doenças oftalmológicas, o assunto a ser discutido é a reforma ortográfica. Não, não precisa sair deste blog e ir procurar outro de entretenimento barato. Não vou discutir se a reforma é boa, ruim ou nula. Não sou gramático, apenas um escritor e comunicador. Minha intenção é discutir a reforma e seu papel na língua, sempre, como é o intuito deste Blog, relacionando com a França.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a reforma ortográfica tá aí e com ela uma série de modificações para "facilitar" a língua. Entretanto uma língua precisa ser "facilitada"? Até que ponto devemos mexer num idioma para adaptá-lo à forma falada? O francês em toda sua existência como língua oficial da França (e lá se vão mais de um milênio desde o Juramento de Estrasburgo em 842 feito em Francês por Luís, o Germânico, para as tropas de seu irmã Carlos, o Calvo, em um protofrancês chamado de romana língua) sofreu poucas modificações sendo a última em 1990, o que serviu para regularizar sinais ortográficos e normalizar tempos verbais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O português escrito se adapta cada vez mais às demandas da sociedade, o que levou ao desaparecimento de vários empecilhos, como a trema, que antes existiam para dar mais clareza à língua escrita, mas que ao mesmo tempo dificultavam o trabalho da massa ignorante dos principais países lusófonos e que reflete na quantidade de erros que pululam nas trocas de informações e na comunicação, levando a uma grande informalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o francês escrito mantém características do século XVIII, o que inclui por parte dos francófonos um grande apreço pela regra e norma, pela sobriedade e formalidade, sobretudo quando se trata das relações profissionais. Apesar da tradição e beleza que tal forma de comunicação traz à língua, tal forma de pensar cria uma série de preciosidades desnecessárias que, entre outros, dificulta a inserção de novos falantes e escritores, pois escrever em uma língua como o francês não é fácil nem para o mais policarpo dos gauleses.&lt;br /&gt;Qual então seria a solução para as questões colocadas durante esta discussão? Facilitar para aumentar ou dificultar para manter?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dicas da semana:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana, como o assunto é língua darei duas dicas de leitura. Lançado em 2006 na França, “A elegância do ouriço”, primeiro livro Muriel Barbery conta a história a partir do ponto de vista de duas habitantes do mesmo prédio no 7, rue de Grenelle, no tradicional reduto dos ricos parisienses o 6º distrito. Uma é a velha zeladora Renée, que aparententemente resmungona e ignorante, mostra que tudo não passa de um disfarce, pois na verdade é uma pessoa culta e voltada às artes, fã do diretor japonês Yasujiro Ozu. A outra é Paloma filha de um figurão da política e de uma perua instruída, uma garota de 12 anos que pretende se suicidar aos 13, pois não suporta a hipocrisia do mundo, sobretudo a de sua família. O destino delas será interligado quando aparece Kakuro Ozu, sobrinho do cineasta e novo habitante do prédio. O livro ganhou diversos prêmios entre eles o prestigiado Prix des libraires em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro livro é uma não ficção do autor Edmund White da série “O escritor e a cidade” da Cia. das Letras. “O Flanêur - Um passeio pelos paradoxos de Paris” é um livro que serve ao mesmo tempo de guia e de divertimento pra quem quer conhecer mais sobre Paris. O autor, que morou pela cidade por 16 anos, pratica sua flanêrie, isso é passeia sem compromisso por Paris, contando histórias e mostrando as faces escondidas da “Cidade Luz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A elegância do ouriço, L´elegance du herisson, Ed. Cia. das Letras, 2008, R$ 45,00, 352 páginas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Flanêur – Um passeio pelos paradoxos de Paris, The flaneur: A stroll through the paradoxes of paris, Ed. Cia das Letras, 2001, R$ 45,00, 216 páginas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-6143773188793756478?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/6143773188793756478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=6143773188793756478' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/6143773188793756478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/6143773188793756478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/03/o-pre-e-o-pos-da-lingua.html' title='O pré e o pós da língua'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-356784031905487669</id><published>2009-01-27T11:39:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T20:38:22.530-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Restaurante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Crise, crise, crise... e à la façon brésilienne</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oui oui, &lt;st1:personname productid="La Crise" st="on"&gt;La Crise&lt;/st1:personname&gt; veio pra ficar. E por que falar disso? Bom, decidi tocar no assunto após o comunicado de greve geral emitido pelos maiores sindicatos da França. Eles farão uma paralisação de quase todos os serviços públicos, e mesmo alguns privados, para pressionar o governo contra possíveis demissões e redução no poder de consumo. Sete de dez franceses estão do lado dos sindicatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tentem ver com clareza, franceses, a crise é mundial, e não atinge somente vocês. Demissões e inflações ocorrerão no mundo todo. Tal fato traz a tona um problema latente a todos os franceses: responsabilizar o governo por tudo que acontece em todos os âmbitos da vida seja ela pública ou privada. Quando aconteceu a &lt;i&gt;canicule&lt;/i&gt;, calor extremo, de 2003, os franceses culparam o governo pelas mortes de velhinhos, sem se dar conta que o aquecimento global e os fenômenos climáticos acontecem no mundo todo e não estão relacionados a alguma pasta ministerial, ou a visão ideológica do governo. Também estão sempre a mercê das migalhas como por exemplo, o seguro desemprego, e a ajuda habitação dados pelo governo.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SX9pqEGMFOI/AAAAAAAAAFk/zkGu9Q0LPKk/s1600-h/450px-1906_-_Gr%C3%A8ve_pour_les_8_heures.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296067858186114274" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; width: 189px; cursor: pointer; height: 166px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SX9pqEGMFOI/AAAAAAAAAFk/zkGu9Q0LPKk/s320/450px-1906_-_Gr%C3%A8ve_pour_les_8_heures.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Países como o Brasil que já estão acostumados à inação dos sucessivos governos acabam formando cidadãos mais “espertos” que sempre encontram soluções para problemas que no Velho Continente, demorariam anos e gastariam árvores de papel para serem resolvidos. Chega a ser engraçado o tento que franceses se ocupam da burocracia e o tanto que isso engessa o crescimento da nação, e a forma como gerações sucessivas de brasileiros conseguiram superar e lidar com esses empecilhos ( admitamos, nem sempre da forma mais ética) causados por séculos de ingerências. Entretanto isto tem levado o país a um novo, e mais importante, papel econômico mundial. É, o jeitinho mostrando que os fins justificam os meios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dica da Semana:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os restaurantes franceses mais badalados da capital paulista, o La Tartine, sempre teve seu nome ligado a quiches maravilhosas com preço modesto. E é exatamente disso que se trata. O pequeno restaurante, localizado a dois passos da Consolação, num dos locais mais "hype"de São Paulo, um cardápio enxuto com quiches, croques, um prato do dia, sobremesas tradicionais, como "Crème Brulée", e boa seleção de vinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente é um capitulo a parte, pois a decoração "kitsch", com cartazes de filmes antigos e de pontos turisticos de Pari, e os frequentadores (gays, intelectuais, moderninhos e etc...), remete aos cafés do Marais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La Tartine: rua Fernando de Albuquerque, 267 - Cerqueira César, (11)3259-2090. Segunda a sábado, 19h30 à 0h30, fecha domingo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-356784031905487669?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/356784031905487669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=356784031905487669' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/356784031905487669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/356784031905487669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/01/crise-crise-crise-e-la-facon.html' title='Crise, crise, crise... e à la façon brésilienne'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SX9pqEGMFOI/AAAAAAAAAFk/zkGu9Q0LPKk/s72-c/450px-1906_-_Gr%C3%A8ve_pour_les_8_heures.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-4106195732686475905</id><published>2009-01-05T17:12:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T09:56:53.429-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarkozy'/><title type='text'>2 meses 2 dias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SWK6QBUOTmI/AAAAAAAAAE0/wEypnNGc8w4/s1600-h/6a00d8341c510b53ef00e55070ca608833-800wi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287993696880316002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 228px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 156px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SWK6QBUOTmI/AAAAAAAAAE0/wEypnNGc8w4/s320/6a00d8341c510b53ef00e55070ca608833-800wi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Meus caros leitores: Pois é uma série de fatores como um estágio passaram a ocupar meu tempo. Mas bom ano novo vida nova, gostaria de falar hoje sobre M. Sarkozy, sim ele, o baixinho novo rico que esteve no Brasil e agora parece ser o único interessado em resolver o conflito Israelo-Palestino. Não, não sou analista político, o que quero discutir é uma imagem, uma personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele foi eleito senti um misto de frustração e felicidade. Explico: eu não sou de esquerda, longe disso, mas algo de aristocrático da gauche caviar francesa, representado pela figura dos ícones do Parti Socialiste me atraem, algo como a altivez de um Jospin ou a elegância de uma Ségolène. Além disso, o estilo nouveau riche de Sarko me lembrava e muito o de meus conterrâneos ribeirão-pretanos que adoram se exibir a bordo de carros esporte e camisetas de Miami, algo como a Vila Olímpia &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em São Paulo"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; ou a Barra da Tijuca no Rio, muito aquém daquilo que considero interessante. Entretanto aquele pequeno sujeito tinha uma obstinação e uma ambição que considero bastante propicias e sujeitos assim geralmente vão longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, pouco mais de um ano e meio, muitas críticas e uma crise financeira, considero o dito cujo uma corajosa representação da França e mesmo da Europa. Sua arrogância é comparável a arrogância dos franceses. Apesar de decadentes e perdendo cada vez mais importância frente ao BRIC, somente os europeus ainda são capazes de representar ideais ainda longe de serem respeitados pelas novas potências, coisa que nem mesmo os EUA, que pode ser considerada uma potência moderna, ainda não entendeu. Não basta dinheiro e poderio militar, é preciso muito mais, é preciso cultura e tradição. E disso Sarkozy a exata noção, pois sabe que apenas os europeus podem ter o peso necessário, por exemplo, numa negociação de paz no oriente médio. E Sarkozy, apesar de pequeno como a França que representa, vai atrás de falar e conversar e se mostrar, dando a impressão que apesar de tudo nem a Europa, nem a França estão “mortos” e enterrados nas ruínas do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Dica da semana:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estreou nos cinemas alternativos de São Paulo o filme “Um conto de Natal” de Arnaud Desplechin. Com atuação impecável de &lt;st1:personname st="on" productid="La Deneuve"&gt;La Deneuve&lt;/st1:personname&gt;, o drama familiar, que é bem propicio para essa época pós-Natal, traz a difícil relação de um filho rebelde quarentão com uma mãe que descobre ter um câncer terminal. Do mesmo diretor de “Reis e Rainhas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um conto de Natal, &lt;i&gt;Un conte de Noel&lt;/i&gt;, 2008, França, 150 min&lt;br /&gt;Direção: Arnaud Desplechin, com Catherine Deneuve, Mathieu Amalric e Jean-Paul Roussillon&lt;/p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-4106195732686475905?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/4106195732686475905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=4106195732686475905' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4106195732686475905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4106195732686475905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2009/01/2-meses-2-dias.html' title='2 meses 2 dias'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SWK6QBUOTmI/AAAAAAAAAE0/wEypnNGc8w4/s72-c/6a00d8341c510b53ef00e55070ca608833-800wi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-8830945546648354844</id><published>2008-11-03T05:09:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T09:54:11.325-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>La dolce vita de Rio e Paris.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;A quantidade de cariocas que moram em Paris é muito grande, ou, ao menos, se faz mais presente que os paulistas. É interessante fazer um paralelo entre as duas cidades e notar como elas se parecem e como seus habitantes tem um passado cultural parecido: Antigas capitais de impérios, viram seu poder diminuir depois dos anos 50 e agora encontram-se no status de cidades turísticas de importância econômica relativizada. São Paulo, por exemplo, estaria mais pra Berlin ou Londres, Nova York dizem alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, não são cidades idênticas. O Rio possui uma desigualdade social gritante, problemas infra-estruturais absurdos e duas linhas de metro de &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="42 km"&gt;42 km&lt;/st1:metricconverter&gt;, ao mesmo tempo Paris é uma cidade desenvolvida, que consegue deixar suas mazelas sociais na períferia e conta com 14 linhas de &lt;st1:metricconverter st="on" productid="213 km"&gt;213 km&lt;/st1:metricconverter&gt;. Entretanto a forma de ver o mundo de parisienses e cariocas se assemelha no sentido em que ambos acreditam, com razão, que moram em cidades únicas e que a vida foi feita para ser vivida e não sofrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os paulistas, nova-iorquinos, londrinos e congêneres passam o dia no trabalho em busca de mais e mais dinheiro, numa ambição sem igual, numa ode ao esforço, cariocas e parisienses parecem aproveitar bem mais o tempo livre, deixando as horas extras para seus vizinhos e indo a bares, praia (seja ela no Senna ou em Ipanema), cafés e restaurantes. Ambas também possuem uma tradição clássica e aristocrática, que remete a famílias antigas e uma cultura ancestral onde o trabalho não era tão bem visto, seria essa a resposta? &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Independente do motivo, levando a vida desta forma, ela se torna mais leve, mais longa e menos estressante e é por isso que Rio e Paris são cidades onde o "Carpe Diem" é levado ao pé da letra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dica da semana:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Entre os dias sete de novembro e 18 de dezembro acontece a sétima edição do Festival Varilux de Cinema Francês. O evento passara por 12 cidades, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis e Ribeirão Preto, e traz sete filmes recentes do cinema francês, mesclando sucessos de bilheterias com “filmes de autor”. Entre as atrações estão um Godard, &lt;em&gt;Elogio ao amor&lt;/em&gt;, e a nova comédia do Alain Chabat, &lt;em&gt;Dois em Um&lt;/em&gt;, com ele mesmo e Daniel Auteuil no papel principal. &lt;st1:personname st="on" productid="Em São Paulo"&gt;Em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; o festival será do dia 21 ao 27 de novembro no HSBC Belas Artes.&lt;br /&gt;Mais informações: &lt;a href="http://www.festivalvarilux.com.br/"&gt;http://www.festivalvarilux.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.festivalvarilux.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-8830945546648354844?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/8830945546648354844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=8830945546648354844' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/8830945546648354844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/8830945546648354844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/11/la-dolce-vita-de-rio-e-paris.html' title='La dolce vita de Rio e Paris.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-793358046633559668</id><published>2008-10-10T13:05:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T09:58:02.516-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Restaurante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><title type='text'>E voltamos à funcionalidade!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Procurando certo pragmatismo, quem sabe um pouco de dinheiro no futuro, decidi que agora também sou critico gastronômico, literário e cinematográfico. Vou trazer ocasionalmente aos meus queridos leitores, que já se acostumaram com minhas criticas, analises e, vá lá, "crônicas", um pouco da cultura francesa de qualidade que pode se pinçar em SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou começar com um pouco de cada, primeiro o filme: Há duas semanas assisti a esse filme francês interessante chamado &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Baby Love&lt;/span&gt;. O filme, um pouco açucarado, trata da vontade de um casal de homossexuais em ter um filho. Na verdade não o casal todo, mas apenas um dos pares. Para isso ele acaba contando com a ajuda de uma imigrante sul-americana (no caso argentina e não brasileira, pois é a crise lá ta braba mesmo) que aceita em ter o filho por ele. Bom, o filme é bem mais do que isso, na verdade não muito, mas para um domingo a noite é a pedida ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucos dias fui almoçar, com meu querido tio Olimpio, nesse restaurante que me surpreendeu pela decoração brasserie branché, em madeira e cheia de cartazes publicitários da primeira metade do século passado, que me levou diretamente às minhas memórias parisienses. O restaurante Robin de Bois, ou seja Robin Hood em francês, serve uma comida francesa de qualidade, como o excelente Confit de Canard ao molho de framboesas que tive o prazer de comer, à um preço razoável, sobretudo na hora do almoço onde o menu completo, bebida inclusa, sai por 22 reais. Detalhe, o restaurante é uma filial do bistrô de mesmo nome localizado em Nova York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dica literária fica por conta daquele que é um dos mais conhecidos, e lidos, da nova literatura francesa. Nascido em Paris em 1975, Martin Page, leia se Martan Pàgi , trata de temas caros à geração 20-30 anos como a desesperança frente a contemporaneidade, o deslocamento do subjetivo na nova sociedade, ou seja aquele papo de pseudo intelectual que todo mundo se identifica e gosta. Aconselho dele o primeiro “Como me tornei estúpido”, e “A gente se acostuma ao fim do mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baby Love, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Comme les Autres&lt;/span&gt;, 2008, França,90 min.&lt;br /&gt;Direção: Vicent Garenq, com Lambert Wilson, Pilar Lopez de Ayala e Parcal Elbé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robin de Bois: rua Capote Valente, 86 - Pinheiros, (011) 3063 2795. Ter/qui das 12 à 0h, sex/sab das 12 à1h e domingo das 12 às 18h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me tornei estúpido, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Comment je suis devenu stupide&lt;/span&gt;, Ed. Rocco,2005&lt;br /&gt;A gente se acostuma ao fim do mundo, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;On s'habitue aux fins du monde&lt;/span&gt;, Ed. Rocco, 2007&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-793358046633559668?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/793358046633559668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=793358046633559668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/793358046633559668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/793358046633559668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/10/e-voltamos-funcionalidade.html' title='E voltamos à funcionalidade!'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-3859640583857138570</id><published>2008-09-24T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T09:58:02.517-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jazz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joséphine Baker'/><title type='text'>J'ai deux amours...</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Joséphine Baker nasceu nos Estados Unidos no começo do século XX. Foi vestida de uma simples saia de bananas e dançando ao ritmo de charleston que a afro-americana conquistou o publico parisiense, causando frisson no Théâtre des Champs Elysées em 1925. Seu maior sucesso é a musica "J'ai deux amours..." na qual proclama, em francês, com um charmoso petit accent, seu amor pela cidade luz. Poderia por apenas o trecho mais conhecido, mas decidi que tal declaração de amor deve ser colocada na integra:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;"On dit qu'au delà des mers&lt;br /&gt;Là-bas sous le ciel clair &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SNp4y9ZDoDI/AAAAAAAAAEI/96Ln1OEn4Ig/s1600-h/Paris+Printemps+%2841%29.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249641132522184754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 202px; HEIGHT: 293px" height="321" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SNp4y9ZDoDI/AAAAAAAAAEI/96Ln1OEn4Ig/s320/Paris+Printemps+%2841%29.JPG" width="241" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Il existe une cité&lt;br /&gt;Au séjour enchanté&lt;br /&gt;Et sous les grands arbres noirs&lt;br /&gt;Chaque soir&lt;br /&gt;Vers elle s'en va tout mon espoir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J'ai deux amours&lt;br /&gt;Mon pays et Paris&lt;br /&gt;Par eux toujours&lt;br /&gt;Mon cœur est ravi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ma savane est belle&lt;br /&gt;Mais à quoi bon le nier&lt;br /&gt;Ce qui m'ensorcelle&lt;br /&gt;C'est Paris, Paris tout entier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Le voir un jour&lt;br /&gt;C'est mon rêve joli&lt;br /&gt;J'ai deux amours&lt;br /&gt;Mon pays et Paris&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quand sur la rive parfois&lt;br /&gt;Au lointain j'aperçois&lt;br /&gt;Un paquebot qui s'en va&lt;br /&gt;Vers lui je tends les bras&lt;br /&gt;Et le cœur battant d'émoi&lt;br /&gt;A mi-voix&lt;br /&gt;Doucement je dis "emporte-moi !"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J'ai deux amours...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Este abre serve pra explicar algo do qual venho me dando conta nos últimos dias, e que não tem explicação. Sim, a contradição esta ai: Porque Paris e seu imaginário ainda sobrevivem a um ano de vivência na cidade e todos os problemas que vêm junto quando se mora em um lugar diferente, em uma cultura diferente? O que esta cidade têm de tão mítico e especial que impregna nas pessoas e não solta nunca mais? Nunca mais ...&lt;br /&gt;As pessoas não são diferentes, o francês médio não é mais chato ou legal que um brasileiro médio, ou canadense médio, ou ucraniano médio. A comida é a melhor do mundo, sem duvidas, mas visto os preços exorbitantes a freqüência com que se janta fora é bem menor do que aqui.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Agora nada explica a nostalgia de se passear pelas ruas de Paris, sentar na calçada de um café, ser maltratado pelo padeiro, vendedora, garçom e mandá-lo a merda, pegar o metro fétido e funcional... Como ja havia dito no meu &lt;a href="http://www.deezer.com/#music/artist/54216"&gt;ultimo post in loco &lt;/a&gt;a França, e, sobretudo Paris, não pode ser explicada apenas com palavras. Quem sabe uma musica consiga resolver...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Link para ouvir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.deezer.com/#music/artist/54216"&gt;http://www.deezer.com/#music/artist/54216&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-3859640583857138570?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/3859640583857138570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=3859640583857138570' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3859640583857138570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3859640583857138570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/09/jai-deux-amours.html' title='J&apos;ai deux amours...'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SNp4y9ZDoDI/AAAAAAAAAEI/96Ln1OEn4Ig/s72-c/Paris+Printemps+%2841%29.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-2030849986983063321</id><published>2008-09-01T23:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T09:54:11.328-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobreza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mendigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mazelas'/><title type='text'>Ter ou não ter.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SLy-8YWd5yI/AAAAAAAAAEA/qMvGQtMLpOs/s1600-h/1346737211_fa4c308159.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241274010890528546" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="251" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SLy-8YWd5yI/AAAAAAAAAEA/qMvGQtMLpOs/s320/1346737211_fa4c308159.jpg" width="184" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quando se anda pelas ruas de Paris e de São Paulo percebe se algo de interessante e relativamente extraordinário. Nenhum estudo sobre o assunto ainda foi feito, mas os mendigos que têm cachorros, sobretudo se estes são pequenos e fofos conseguem mais dinheiro que seus colegas que não têm um acompanhante canino ou que tocam tristes melodias no acordeom. Essa questão aparentemente idiota é para trazer ao ponto desejado. Afinal qual a diferença entre os mendigos brasileiros e franceses?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mendigo na França tem um status particular. Uma espécie de Outsider, que decidiu viver daquele jeito. A maioria tem um estilo de vida solitário. Pedem dinheiro no metrô e nas ruas, como os daqui, mas lá ao contrario eles teriam oportunidades dadas pelo governo de "sair dessa". Mas muitos são alcoólatras, ex-boêmios, loucos e derivados... A imagem clássica do mendigo francês fumando seu é Gaulois, com as luvas sujas, uma garrafa de vinho pela metade e com seu cachorro igualmente sujo e simpático faz parte do imaginário parisiense, e fazem parte da cidade... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Brasil o mendigo tem o caráter mais de um problema social, crianças, famílias inteiras de mendigos. Não que não exista o outsider que decide virar mendigo, ou o louco. O problema nas grandes cidades do Brasil é que lado a lado com estes tem aquela mendicância que incomoda ao olhar, a mãe com três filhos que pede dinheiro no bairro rico, o deficiente que não se insere, a criança que compra drogas, e que deve ser resolvida por outros meios, ou melhor que deve ser resolvida tout court. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, como não me proponho a fazer a analise social da pobreza no Brasil, mas apenas constatar o que vejo no meu dia a dia, continuo com a dica aos mendigos de terem um cachorro, mais até do que crianças, eles são a forma mais fácil de atingir os corações mais duros e, consequentemente, conseguir aquela moedinha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-2030849986983063321?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/2030849986983063321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=2030849986983063321' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/2030849986983063321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/2030849986983063321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/08/ter-ou-no-ter.html' title='Ter ou não ter.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SLy-8YWd5yI/AAAAAAAAAEA/qMvGQtMLpOs/s72-c/1346737211_fa4c308159.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-9222620626959400470</id><published>2008-08-08T19:48:00.001-07:00</published><updated>2009-03-09T09:54:11.329-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cordialidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'>Primeiras impressões de um país que era meu.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como prometido, meuvizinhoBalzac voltou após o período de férias do blogueiro ex-parisiense. Sim, o bom filho a casa torna, e é por isso que o espaço dedicado às minhas analises nada sociológicas das diferenças culturais entre os dois países sofrera uma inversão. Agora a vitima é o Brasil, o Brasil que conheço claro, e é aqui que vomitarei semanalmente tudo que me irrita, ou mesmo me agrada, na nossa querida sociedade da Republica Banânica!&lt;br /&gt;Primeira questão que o caro leitor deve se colocar: o que da direito a essa Mané de falar o que quer do meu país? Ora, caríssimo, nada, esse espaço eu uso apenas porque ao mesmo tempo em que gosto de escrever e criticar posso aproveitar pra ver reações escassas frente ao meu estilo “não devo nada à ninguém”. Se você não se sente realmente bem neste blog fique a vontade pra ir ler aquele blog sobre futebol, ou um de política cujo autor é algum ex-mensaleiro. O problema é todo seu, visto que, a Internet é, ainda, um espaço “democrático”.&lt;br /&gt;Feita a minha introdução vou ao primeiro problema que constatei voltando de meu séjour a l’étranger: Onde esta a cordialidade e simpatia de nosso querido povo? Como já foi mencionado anteriormente no artigo sobre garçons e naquele sobre a hipocrisia, os franceses estão longe de serem os mais simpáticos, mas mesmo quando brigam o fazem com extrema educação. Agora chego ao Brasil e percebo, em apenas 10 dias que “Bom dia”, “Obrigado”, “Com licença” e “Por favor!” são palavras inexistentes do vocabulário brasileiro. Não estou nem falando de pessoas de classe baixa que não tiveram oportunidade de ir à escola e cuja mãe nasceu analfabeta, como de vez em quando pode acontecer, imaginem. Refiro-me neste caso a meus próprios colegas universitários da USP, não se choque, ela mesma, e demais membros da classe média, média alta, que freqüentam os arredores de onde moro, cujos “Bom dias!” e “Obrigados”, sobretudo à desconhecidos, são escassos. O máximo que se tem, às vezes, é um simples, e desolador, aceno de cabeça...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cena mais assustadora até agora foi um sujeito engravatado lendo o Estado de São Paulo, que além de não ter dito “por favor” aos garçons de um pequeno restaurante onde costumo almoçar as vezes, ainda fez um escândalo porque a garçonete demorou dois minutos falando com a colega ao invés de ir atendê-lo. Isso sem contar o fato dele pedir pra tirar a cebola da salada com certa rudeza. Fosse na França ele seria tão mal atendido que acabaria por pedir desculpas ao “Monsieur”, isto é senhor garçom. Engraçado, em Paris os maus tratos dos garçons por mais estúpidos que possam parecer serve ao menos para uma coisa, melhorar a educação primaria da população. Enquanto por aqui além do fato de muitos terem uma educação familiar precária, o servilismo dos nossos funcionários acaba por colaborar com essa falta de educação generalizada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-9222620626959400470?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/9222620626959400470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=9222620626959400470' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/9222620626959400470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/9222620626959400470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/08/primeiras-impresses-de-um-pas-que-era.html' title='Primeiras impressões de um país que era meu.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-968072657930440029</id><published>2008-06-26T07:17:00.000-07:00</published><updated>2010-02-03T10:31:50.514-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Familiarizar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Afinal por que amar a França?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase um ano se passou desde que coloquei meus pés pela quinta vez em solo francês, mais especificamente parisiense. Dessa vez, entretanto o desafio era maior, pois não se tratava de uma viagem de férias acompanhado de meus pais que conheciam o território. O projeto foi , morar um ano, ou melhor 11 meses e 10 dias, e aprivoiser (palavra francesa que não tem significado direto em português mas seria algo como se familiarizar) um espaço que, apesar de não ser estranho, não tinha ainda sido vivido com tanta intensidade.&lt;br /&gt;Sim, desilusões aconteceram. A mistura de minhas memórias da infância e adolescência como turista, aliada as “imagens” de filmes e livros nem sempre se mostraram “verdadeiras”. Morar em uma cidade é diferente de visita-la.&lt;br /&gt;Se me perguntarem quantas vezes vi a Torre Eiffel de perto ou entrei no Louvre, elas vão caber nos dedos de uma mão. Mas ai esta o interessante, morar em uma cidade, sobretudo uma cidade como Paris, é muito mais do que visitar Montmartre e o Arco do Triunfo. É tentar viver à la parisienne, sentar num café e fumar um cigarro, no terraço claro, e ver as pessoas passarem, deitar na grama de qualquer parque e comer um menu sanduíche/refri/sobremesa, fazer “soirées” com direito a 20 pessoas bêbadas em 15 metros quadrados... Mas também agüentar a burocracia interminável, passar metade do tempo em metrôs fedidos, com sujeitos igualmente fedidos, o “bom humor” crônico de alguns garçons, há exceções claro, 90% de dias nublados e toda uma série de fatores ligados a uma cultura diferente. E, o pior, gostar de tudo isso!&lt;br /&gt;A França, como qualquer outro país, não cabe em estereótipos e maniqueísmos, por mais que nessa primeira fase, in loco, do blog tenha me servido deles algumas vezes pra a partir de então dar uma idéia de como são as coisas por aqui e se as vezes fui muito critico... bom, fazer o que?&lt;br /&gt;Finalmente, respondendo a pergunta que coloco no titulo, gostei e gosto de viver na França, não renegando o Brasil, claro, não apenas pela culinária excelente e os cafés e bistrôs; por aquela falsa boa educação que faz nos sentirmos no século XVIII; pelas belezas arquitetônica, e por que não, naturais; pelo jeito “francês” de ser dos franceses, o que inclui bufar e reclamar o dia inteiro; pela atmosfera romântica e glamourosa de Paris; mas por todos esses fatores, e suas antíteses que também estão presentes no país ao qual vim, vi e... gostei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é provavelmente o ultimo post da versão in loco de Meu Vizinho Balzac, mas o blog continuara no Brasil como um ponto de referência da cultura francesa, com analises, filmes, livros, restaurantes, dicas e tudo mais que este blogueiro conseguir postar sobre sua segunda pátria. Agradeço déjà aos leitores que me acompanharam desde o início de minha empreitada e àqueles que ainda estarão presente nas próximas fases.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;*Imagem: Brasserie Lipp, Henri Cartier-Bresson, 1969. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-968072657930440029?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/968072657930440029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=968072657930440029' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/968072657930440029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/968072657930440029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/06/afinal-por-que-amar-frana.html' title='Afinal por que amar a França?'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-2388343993174074578</id><published>2008-06-09T15:32:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T09:48:13.669-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tribos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Os Incriveis, as Maravilhosas e as tribos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Durante o Diretório, isso é, entre a queda de Robespierre e a ascensão de Napoleao, houve um período de grande efervescência política e cultural. É nesse período de relativa liberdade, logo apos os 3 anos do Terror, que surge entre de jovens, oriundos da alta burguesia e da aristocracia, algo o que seria, mal comparando, a primeira "tribo moderna ": os &lt;em&gt;&lt;a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Incroyables_et_Merveilleuses"&gt;Incroyables et Merveilleus&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Incroyables_et_Merveilleuses"&gt;es&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. E&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_uJmFrRYOC8Y/SE284p7B-tI/AAAAAAAAADY/Ee0mkuMgTKo/s1600-h/Lesincroyables.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210028025449675474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_uJmFrRYOC8Y/SE284p7B-tI/AAAAAAAAADY/Ee0mkuMgTKo/s200/Lesincroyables.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ssa espécie de "jeunesse doré", filhos dos decapitados pela Revolução, tinham ao mesmo tempo, uma vontade muito grande de liberar os costumes, tão puritanos no período jacobino e de gozar da futilidade que é viver.&lt;br /&gt;Os homens usavam roupas e perucas coloridas, óculos enormes, chapéus e gravatas escalafobéticos, bengalas e comiam os "R"s, de Revolução, das palavras. As mulheres se vestiam "à l'ancienne" ou seja vestido leves e, ops, seios que temiam em aparecer.&lt;br /&gt;Esses ancestrais dos dandys do século XIX gostavam de freqüentar salões, como o da famosa "maravilhosa" e futura imperatriz da França, Josephine de Beauharnais, passear em parques, e sempre que possível, brigar com os jacobinos que restaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Voltando ao Século XXI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia em Paris podemos perceber entre a nova juventude dourado dos quarteirões chiques a mesma futilidade e leveza dos seus exóticos ancestrais: os garotos com suas calças justas, seus sapatos Zizi Repetto e cabelos desgrenhados, enquanto as meninas usam mini saias e tecidos leves, acompanhada das onipresentes bailarinas e meias calças (quando inverno) e muita maquilagem. A ordem do dia é gozar a bela vida, numa bela cidade como Paris.&lt;br /&gt;O que se percebe, entretanto é uma grande homogeneidade, ou se é de tribos de rico, e se usa roupas “discretas”, mas caras, ou se é de tribos de pessoas da periferia e se veste Hip Hop, mas com roupas igualmente caras... Punks e hippies em Paris, como se vê em outras capitais como São Paulo ou Berlin, quase não existem, e os jovens franceses julgam os outros pela forma como estes se veste. Ou se segue a moda, seja ela a dos ricos ou a da periferia, ou é considerado um outsider, que será aceito desde que seja cool e excêntrico, claro. Isso se agrava com o tempo, pois a partir dos 25 anos os parisienses começam a seguir certa homogeneidade e resolvem tirar dos armários as roupas herdadas dos bisavós, é só ver as imagens do Maio de 68 para se ter uma noção. Paris é realmente um lugar especialmente complexo quando o assunto é moda. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-2388343993174074578?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/2388343993174074578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=2388343993174074578' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/2388343993174074578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/2388343993174074578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/06/os-incriveis-as-maravilhosas-e-as.html' title='Os Incriveis, as Maravilhosas e as tribos'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_uJmFrRYOC8Y/SE284p7B-tI/AAAAAAAAADY/Ee0mkuMgTKo/s72-c/Lesincroyables.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-5990860527733293217</id><published>2008-05-23T10:29:00.001-07:00</published><updated>2009-03-09T09:54:11.357-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Francês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inglês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lingua'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>"Ze français iz ze bezt"</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Sim, os franceses adoram sua língua, e isso nem sempre é divertido. Por um lado a língua de Molière, Voltaire e Racine deve sempre ser enaltecida pela sua beleza e complexidade subtil, afinal um país que leva tão a sério a própria língua como a França consegue manter uma grande uniformidade e poucos desvios. Um pais onde a cada erro de gramática em uma prova subtrai-se alguns pontos, e jogos de palavras dão ibopes enormes na televisao… Entretanto há alguns "desvios". Entre estes encontram-se os "argots", gírias, e os antigos "verlains", mas essa "langage" se limita à "racaille", isso é, à ralé e aos jovens, mesmo que esses últimos apesar de não falarem o francês "clássico" adoram corrigir a semântica e gramática alheia, isso mesmo quando se trata de um francófono nato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O outro lado da moeda é que essa obsessão cronica pela língua chega a causar uma certa "vergonha alheia". Isso acontece quando assisto ao "Grand Journal" no Canal+ uma mistura de jornalismo de segunda com programa de auditórios, mas que tem partes engraçadas como o "Petit Journal People" e o clássico "Guignols de L'info" * que passa todos os dias das 19h30 às 20h50. Todo dia que há uma celebridade estrangeira, a maioria atores hollywoodianos, vem a pergunta: "Mas você falou francês na escola não ? Porque não mostra pra gente que é um ser civilizado pois fala francês ?", e a isso se segue George Clooney fazendo grunhidos, Samuel L. Jackson sem graça, ou Sharon Stone tendo que repetir frases em inglês escritas numa lousa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SX90yjunWII/AAAAAAAAAFs/iJl8dUHiR8E/s1600-h/13635218.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296080098744031362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 154px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 235px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SX90yjunWII/AAAAAAAAAFs/iJl8dUHiR8E/s320/13635218.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Guia M&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;ich&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;elin para se interar de Paris? Que nada, leia Stephen Clarke!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não vou recomendar nenhum clássico como Balzac ou Baudelaire. Trata se nesse caso de um autor britânico, mais um, que escreve sobre suas experiências em Paris. Publicado em 2004, &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Y&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ear at t&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;he Merde&lt;/span&gt; (trocadilho com &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Year in Provence&lt;/span&gt;, de Peter Mayle), é o livro no qual Stephen Clarke conta as "aventuras" de Paul West, seu alter ego, empregado de uma empresa que vem morar em Paris e aqui acaba entrando em todas furadas interculturais possíveis. Sim, ele virou um best seller, e dos dois lados da mancha tanto que em 2006 lançou um guia para se conviver com os "frenchies" o &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Talk to the Snail&lt;/span&gt; e varias continuações da saga de Paul West. Em uma de suas tiradas clássicas ele diz: "A French politician without a mistress is like a sheriff without a gun—people think he has no firepower."... ça vaut le coup...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;A Year in the Merde&lt;/span&gt;, 2004, Stephen Clarke&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Talk to&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt; th&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;e Snail&lt;/span&gt;, 2006, idem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. Lendo ontem sobre o Eurovision, "competição" musical entre os países europeus, na qual Sebastien Tellier representou a França com uma (muito boa) musica em inglês, blasfémia!, vi que o coitado quase foi cortado fora por conta disso. Um dos deputados UMP quis entrar com uma procuração junto ao ministério da cultura por conta deste "mal sinal endereçado a toda comunidade francófona"... Detalhe, das 24 canções finalistas apenas 2 ou 3 não eram em &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;anglais...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-5990860527733293217?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/5990860527733293217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=5990860527733293217' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/5990860527733293217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/5990860527733293217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/05/ze-franais-iz-ze-bezt.html' title='&quot;Ze français iz ze bezt&quot;'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/SX90yjunWII/AAAAAAAAAFs/iJl8dUHiR8E/s72-c/13635218.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-7005969353557822679</id><published>2008-05-14T01:32:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T09:54:11.362-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobreza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mazelas'/><title type='text'>Lugares comuns</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E engraçado, no Brasil adoramos falar que algumas coisas são inerentes à nossa (falta, segundo muitos) de cultura. Já dei o exemplo dos limpadores de para brisas. Hoje venho com outros 2 que, à primeira vista, lembram vagamente nossa querida "Land".&lt;br /&gt;Passeava pelo supermercado quando me deparo com uma filha e uma mãe fazendo compras. Nada de exótico se pararmos por aqui, mas a filha, com seus 17 anos, anda com meio cigarro apagado e, a certo momento, tira o salto e começa a andar descalça, uma pessoa descalça pelo supermercado acaba chamando a atenção. Na imensa fila do caixa (para pagar 30 euros por meia dúzia de artigos, sim, a queda do « pouvoir d’achat », isto é , a inflação, é um fantasma bem presente na França. Diria até que mais presente nos supermercados que nos bares e restaurantes, se aplica mais uma vez aquela velha norma de que já que vamos ferrar a população, que comecemos por baixo) a mãe e a filha se colocam logo atrás de mim. Enquanto a mãe reclama da fila, a filha lembra que esta gravida e que poderiam usar a fila preferencial. Sim, primeira constatação, adolescente gravida tem no mundo inteiro, e não me parece que na França, como gosta de tagarelar a intelectualia quando isso se da no Brasil, esse problema seja decorrente de falta de informação, ainda mais em um país onde o aborto é permitido.&lt;br /&gt;Segunda constatação, não temos o monopólio da nudez. Primavera europeia, 25 graus, pont des arts às 8 da noite, ou seja ao, quase, por do sol. Enquanto caminho me dou conta da quantidade de garotas vestidas «à la brésilienne » isso é, com aqueles "shortinhos" de deixar as feministas de cabelos em pé, e decotes de enrubescer o mais malandro dos cariocas. De duas uma, ou a europa esta se tropicalizando cada vez mais, ou já seguíamos tendências de moda parecidas há anos mas o lugar comum sempre quis que o Brasil fosse o reino da putaria e a Europa o da cultura…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-7005969353557822679?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/7005969353557822679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=7005969353557822679' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/7005969353557822679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/7005969353557822679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/05/lugares-comuns.html' title='Lugares comuns'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-179473313297850187</id><published>2008-04-28T03:50:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T09:54:11.363-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarkozy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Vous n'avez aucun nouveau message</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Hoje não tenho muito sobre o que falar. Poderia falar de viagens, festas ou derivados, ou do meu novo estagio numa agência de comunicação, quem sabe de alguma peculiaridade dos franceses, como gosto de tratar neste blog. Não, vou falar de algo mais interessante: A falta de noticias.&lt;br /&gt;Sim, isso mesmo, esse é um dos meu auto criticáveis textos pseudo Psico-analítico, então se não estiver com saco pode ir conversar no msn, ou ir passear com seu cachorro, sei la.&lt;br /&gt;Como se explica que possamos ficar grandes períodos sem ter noticias interessantes? Vejam só, depois da malfadada passagem da tocha olímpica em Paris não veio a tona nada de extremamente interessante, que ocupe um lugar privilegiado nos jornais, a ponto deles voltarem em falar da falta de poder de compra do povo francês e das "emeutes de la faim" que, a meu ver, parece mais um evento midiatico do que uma verdadeira noticia, na África se passa fome faz 2 séculos e somente agora estão ligando pra isso, e, claro, colocando a culpa no malvado Brasil e seus bio-conbustiveis que destroem a Amazónia e ocupam área de produção. Esses mesmos bio-combustiveis que há 2 semanas eram a salvação da terra...&lt;br /&gt;Tudo o que comento acima mostra claramente que as midias não tem do que falar. Pra se ter mais um exemplo, a capa do "Courrier International" na semana passada foi: "Deus é uma partícula", e na retratada uma retrospectiva do "ano &lt;a href="http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/01/onipresente-sarcoisinha.html"&gt;Sarkozy&lt;/a&gt;". Agora, esses exemplos não se limitam ao velho continente. Veja a midia brasileira, há 3 semanas não falam de outro assunto que do casal infanticida.&lt;br /&gt;Isso mostra o quão apegados as noticias nos somos e o quanto elas servem de combustível, fóssil ou bio, para nossas conversas diárias. Quando falta noticia, falta assunto, e temos que recorrer àquelas velhas piadas desgastadas ou ao omnipresente "Tempo feio né?"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-179473313297850187?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/179473313297850187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=179473313297850187' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/179473313297850187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/179473313297850187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/04/vous-navez-aucun-nouveau-message.html' title='Vous n&apos;avez aucun nouveau message'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-1149205263179355013</id><published>2008-04-08T14:06:00.000-07:00</published><updated>2010-02-03T10:32:26.379-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Revoltas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maio 68'/><title type='text'>Être engagé ainda é possivel?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em apenas uma semana: debates da Cité de la Reussite na Sorbonne e no Senado, cujo o tema este ano era engajamento, acontecimentos no Tibete, malfadada passagem da tocha por Paris e overdose de revistas, jornais e documentários cujo tema nos lembra o que aconteceu ha exatos 40 anos atrás. Realmente agora me parece o momento mais propício para falar deste tema: onde ficaram os ideais do Maio 68 e até onde o individualismo esta levando a França? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, pra começar o Maio 68 em Paris, apesar de ter sido o mais representativo, foi um dos menos violentos. Sim ouve disputas e mortes, mas os números não se comparam com os dos vizinhos, Alemanha e seu grupo Baader Meinhof, ou Italia dos Brigate Rosse, tão pouco aos movimentos na então Tchecoslováquia, ou na América Latina. Mas então o que é que fascina tanto no Maio 68 francês a ponto de ter mudado a maneira de se ver desse próprio povo? Não tenho respostas para essa pergunta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A França, apesar de tudo, ainda é um país que protesta, como pode ser visto ontem na passagem da tocha, e onde os ideais do longínquo maio ainda estão impregnados numa população em que o debate de idéias e mesmo as disputas intelectuais ainda se fazem presente, vide os programas de auditório, mestre em debates "políticos". Entretanto a França não é diferente quando se diz respeito ao individualismo, que é um "mal" global, e evita que o que aconteceu no passado possa acontecer novamente hoje em dia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que às vezes não seria melhor um pouco mais de Maio 68 na vida das pessoas, tão fechadas nos seus Msns, Orkuts e Facebooks? Ou essa fase de contestações e até exageros já passou, tanto para os franceses, quanto para todos nos? Vim pra cá com a cabeça cheia de filmes da Nouvelle Vague, "Os Sonhadores", Foucault, memórias de viagens... Mas estando aqui isso parece ter ficado numa memória simbólica, algo como um passado nostálgico que não vivi e pelo qual estava à procura...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-1149205263179355013?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/1149205263179355013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=1149205263179355013' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1149205263179355013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1149205263179355013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/04/tre-engag-ainda-possivel.html' title='Être engagé ainda é possivel?'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-4204271371511558503</id><published>2008-03-20T15:32:00.000-07:00</published><updated>2010-02-03T10:32:46.049-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pobreza'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Páscoa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mazelas'/><title type='text'>Limpando para brisas!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sim, para desgosto dos patriotas que se orgulham das coisas que somente o Brasil tem, Paris para minha surpresa, também tem aqueles garotos que vem com a garrafinha e o rodinho lavar o para brisas do carro. Mas os congêneres franceses, ou melhor, indianos (ou será paquistaneses?) dos nossos queridos limpadores ainda não pegaram a manha, diferente do Brasil onde eles começam a limpar até serem mandados embora, deixando seu vidro cheio de sabão, aqui eles fazem o serviço completo, esperando a generosidade do ser humano, que, claro, nunca pagam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pascoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui na França a páscoa é festejada de maneira diferente. Antes de tudo os supermercados não se enchem de ovo misturando-se no meio de detergentes e carnes, como acontece no Brasil, aqui os ovos ficam numa parte especial, mas a variedade é pouca, sem contar que o coelho de chocolate Lindt, mesmo em euros é duas vezes mais barato que no empório Santa Luzia... Aqui não se celebra muito a sexta feira da paixão, visto que o país é "laico", mas, como paradoxos são divertidos, na segunda feira ainda é "páscoa" e feriado, mesmo que no domingo seja normal muita gente nem ligar muito para celebração. Mas o que é realmente bacana é que como é "primavera" e a temperatura varia algo entre 6 e 16 graus o chocolate se mantém intacto, isso é, não vira calda do caminho do shopping até a casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-4204271371511558503?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/4204271371511558503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=4204271371511558503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4204271371511558503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4204271371511558503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/03/limpando-para-brisas.html' title='Limpando para brisas!'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-4748492111387898732</id><published>2008-02-26T04:57:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T09:58:02.518-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hipocrisia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Europeus, premiações e hipocrisia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A primeira coisa que peço é que você, caro leitor, não veja esse artigo como um rompante patriótico, ou a defesa de um ponto de vista. O que vou fazer é uma simples constatação. Semana passada ocorreu a premiação da Berlinale, e, como todos sabem, "Tropa de Elite" foi laureado com o prêmio máximo. Eu vi o filme, algumas vezes, mas se eu gostei, ou não, não vem ao caso. O fato é que a imprensa européia meteu o pau no filme (o blog é meu, uso os termos que quiser), falou que foi uma seleção contraditória, chamou o filme de fascista, mas isso é magoas européias. O que incomoda é o fato de ter chamado o filme de ultra-violento, num tom pejorativo. Sim é violento, mas e "No country for old man"? Esse foi chamado de sensacional, aclamado pela critica e tudo mais que um “irmãos Coen” merecem. Fui ver o filme ontem, sinceramente, uma bosta, e, se estamos falando de violência e sangue desperdiçado acho que o filme dos Coen extrapola qualquer senso. Então porque os donos da verdade críticos europeus, sobretudo os franceses, visto que os alemães, bem eles, gostaram de Tropa de Elite, aplaudiram esse banho de sangue sem senso dos Coen e desceram o braço no retrato da realidade excelentemente feito pelo Padilha? Será que visto que aqui os críticos também gostam de dar um tapa na pantera e se sentiram representados pelos estudantes do filme, e não pela visão do Nascimento, o anti herói? Ou seria uma forma de esconder a culpa do baseadinho e da cheiradinha que financia toda a violência latino-americana, inclusive o seqüestro da Ingrid Bettancourt pelos narcotraficantes, que os europeus tanto gostam de frisar. Chamar o outro de Fascista é fácil visto que tudo virou Fascista, até a defesa da sociedade. Isso me leva a conclusão de que critico é babaca no mundo todo e não só no Brasil como imaginava. Alias isso me leva mais uma vez a questionar a existência de um cidadão que ganha pra fazer comentários... Não seria melhor que todo mundo pudesse ter o seu? Hipocrisia é a lei do século XXI.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-4748492111387898732?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/4748492111387898732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=4748492111387898732' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4748492111387898732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4748492111387898732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/02/europeus-premiaes-e-hipocrisia.html' title='Europeus, premiações e hipocrisia.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-490288942719334465</id><published>2008-02-10T06:21:00.001-08:00</published><updated>2009-03-09T09:53:31.654-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bem estar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Sim a ocupação!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não, ninguém bebeu mais do que devia ontem a noite, não estou falando de ocupação de reitorias, terras ou qualquer outra coisa ligada a movimento sociais, continuo muito critico em relação a alguns deles. O prato do dia é, na verdade, a ocupação dos espaços urbanos, e isso que vou falar não é nenhuma novidade. Quem visita a França ou qualquer outro país europeu, ocidental (vamos nos ater ao que conhecemos, visto que ninguém aqui conhece suficientemente a Armênia ou a Ucrânia pra poder generalizar) sabe que a quantidade de parques e jardins é absurda para um americano, no sentido de Américas, não de EUA. Todo fim de semana, ou mesmo todo fim de tarde, quando tem sol claro, o que não é lá muito evidente, esses lugares, mais as calçadas, os bancos de praça e as escadarias lotam se de pessoas, turistas ou não. Isso é muito interessante, pois tal ocupação evita que esses pontos se transformem em palco de bandidagem, venda de drogas e prostituição como acontece em muitos lugares de São Paulo e do Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa diferença de olhar em relação ao espaço publico é o que nos diferencia basicamente e faz-me ter tal apreço que tenho por aqui. Os franceses não são mais simpáticos ou antipáticos, fechados ou abertos que os brasileiros, e não são eles o que mais me agrada aqui, muito menos a cultura e a arquitetura local, apesar da grande beleza. O que mais me agrada é sair sábado à tarde ou domingo de manhã e ver as ruas, parques e etc tomadas de gente, coisa que, se acontece em SP, pois paulistano adora viajar no fim de semana ou pedir pizza em casa, se reduz aos shoppings e alguns bairros nobres. Enquanto isso o centro, local tão interessante e com tantas possibilidades de desenvolvimento urbano, continua na decrepitude a abandono.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-490288942719334465?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/490288942719334465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=490288942719334465' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/490288942719334465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/490288942719334465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/02/sim-ocupao.html' title='Sim a ocupação!'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-2935330361781563935</id><published>2008-01-21T00:32:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T09:54:59.788-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarkozy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presidência'/><title type='text'>Onipresente Sarcoisinha!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se tem uma coisa me enchendo o saco nessa minha nova vida à la française é que os assuntos nacionais de repercussão nas mídias populares se repetem toda semana. Uma semana é algum novo escândalo da nadadora francesa Laure Manadou, na outra alguma historia envolvendo algum ex integrante da Star Academy, a mistura de "Fama" e Big Brother daqui que faz enorme sucesso, na terceira dão uma masturbada no defunto Johnny Hallyday, um cantor de rock brega, algo como um Roberto Carlos em super exposição midiática, e, ao mesmo tempo, as midias não param de falar no Sarkô. E Sarko pra cá é Sarko pra lá, Sarko com Carla Bruni, Sarko no Egito, Sarko na Africa, Sarko na p... bom, Sarko pra toda obra. Eu não estou aqui pra discutir se o Sarko gosta de aparecer ou não, se os franceses gostam do seu presidente "Fanfarrão", mesmo com os 10.000 km de distância também aderi à Nascimentomania, ou não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que me incomoda, além de ter que ver a cara dele todo dia em quase todos jornais, é o filão que a midia achou na sua imagem de babaca novo rico. Enquanto Mitterand e Chirac tinham vidas privadas praticamente desconhecidas, o novo Président de la République, que, cá entre nos, também gosta de aparecer, não tem um minuto de sossego por parte dos jornalistas. Alguns jornais exageram como o Le Point, que já traz na capa referências a monarquia, ou o Marianne, de extrema esquerda, que toda semana bate no Presidente, coisas de uma parte da esquerda com mania de perseguição. Mas quem encontrou um grande filão na pessoa do Chef d'état foi a Presse People, as "Tititis" francesas, que a cada semana encontram novos elementos para novela Sarkozy. Até que ponto essa superexposição reflete os interesses da mídia tradicional, oposicionista, ou não, cujo publico se reduz a cada dia em favor da Internet, ou será que é o contrario, essa superexposição é manipulada pelo Monsieur le President? Aguardemos os próximos capítulos da Novela...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-2935330361781563935?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/2935330361781563935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=2935330361781563935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/2935330361781563935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/2935330361781563935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/01/onipresente-sarcoisinha.html' title='Onipresente Sarcoisinha!'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-7954805420800888580</id><published>2008-01-05T16:07:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T09:56:15.522-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Berlim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cordialidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Considerações sobre os berlinenses e a saudade do Bigode</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sim, depois de muitos séculos volto a escrever no nosso querido blog, é moda chamar meu blog de nosso, fica mais, família... Bom, veja bem, tenho varias desculpas para o motivo da demora: primeiro as provas, depois o Natal e pra terminar o Ano Novo, ou Nouvel An em francês, que eu passei em Berlim, então Neues Jahr em alemão só para me gabar...&lt;br /&gt;Passada as desculpas vamos ao que interessa, ou seja, o que eu penso sobre alguma coisa sobre a qual decidi falar e você como querido leitor vai ler a seguir sem reclamar, afinal como voto de Ano Novo prometeu não brigar mais a toa.&lt;br /&gt;Comecemos então por Berlim. Cidade interessante, os alemães, megalómanos que são, conseguiram recriar o que imagino ter sido a Grécia no século V a.C, edificios grandiosos, estátuas gregas omnipresentes. Pena que a Guerra e a divisão destruíram tudo, mas, das cinzas dos imensos espaços vazios ainda presentes, renasce essa Berlim ao mesmo tempo grandiosa, ligada ao passado clássico, e moderna com o que a de mais bonito, sim arquitetura moderna pode ser bonita apesar de nossa cabeça ligar a ideia diretamente a Niemeyer.&lt;br /&gt;Quanto aos berlinenses são um povo simpático, pelo pouco contato que temos como turistas. Entretanto o ponto negativo fica com a ma vontade em falar a própria língua. Toda vez que me esforçava pra falar em Alemão, ta certo que não sou nenhum às da língua de Schiller mas ao menos sei me comunicar, eles respondiam em Inglês... Isso mesmo com quem fala bem o alemão mas não é local. Completamente diferente dos franceses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar neles vou falar de algo que não gosto muito aqui. Ta certo, esse blog as vezes é muito critico, já vieram me "raprocher" quanto a isso, por isso vou fazer um mea culpa. Antes de tudo me prometi como voto de Ano Novo de não ser um cri critico, um pseudo bloguista "jornalista" chato que não gosta de nada. Aqui tem mil e uma qualidades, a começar pelo fato de ser o pais que escolhi pra morar. Toda cultura tem seus prós e contras. Por isso para poder criticar é preciso ter fundamentos, conhecer bem tanto a sua quanto a alheia, e é isso que tento fazer e transmitir aqui nesse espaço.&lt;br /&gt;Depois desse mea culpa vou falar o que tanto me inquieta. Geralmente quando se vai num estabelecimento no qual se consome qualquer coisa, isso é, você é cliente, espera-se ser bem tratado. Entretanto isso não é regra aqui na França. As vezes o reconhecimento vem em excesso, o garçom ou vendedor é simpático e o tratamento cordial, excelente, mas as vezes o garçom te serve, veja bem, TE serve, com petulância e arrogância, além de fazer o serviço mal feito ainda reclama da forma de pagamento ou da alguma resmungada com relação ao cliente. São esses serviçais que sujam a imagem da França perante a forma de economia principal do pais, o turismo. Entretanto de 1997, a primeira vez que vim aqui, ta certo, tinha 10 anos não lembro de muitos detalhes, até hoje as coisas parecem ter melhorado bastante, vide os bons garçons que é possível encontrar nos bons restaurantes não turísticos...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-7954805420800888580?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/7954805420800888580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=7954805420800888580' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/7954805420800888580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/7954805420800888580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2008/01/consideraes-sobre-os-berlinenses-e.html' title='Considerações sobre os berlinenses e a saudade do Bigode'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-3699126307384202047</id><published>2007-12-09T14:15:00.000-08:00</published><updated>2009-03-09T09:58:37.260-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imigração'/><title type='text'>A Filosofia do Arabe da esquina.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Existe 3 coisas que me irritam plenamente na França e sobretudo em Paris após esses 3 meses em solo gaulês. A primeira é a "philosophie de l'arabe du coin". Vamos a minha tese.&lt;br /&gt;Os franceses tem toda aquela filosofia sobre o trabalho, 35 horas semanais, horário de almoço de 2 horas, sindicatos super poderosos etc, etc e etc... Só que toda esse "bem estar social" chega ao cumulo de obrigar os estabelecimentos a fechar ao menos uma vez por semana, de preferência no domingo segundo uma lei dos sindicatos do começo do século XX. Conclusão: Domingo achar uma farmácia, supermercado, loja de roupas, Tabac, banca, aberto chega a ser uma batalha. Só no centro, e na parte turística, mas turística mesmo, é possível encontrar uma certa "oferta" de locais abertos. Em alguns lugares se a pessoa quer dar uma de "paulistano" e ir almoçar as 4 da tarde vai deparar com poucas opções, se não com a TOTAL falta, de opções. Mas por que do nome "filosofia do árabe da esquina"? Porque aqui toda esquina de todo bairro possui seu pequeno armazém, 90%das vezes um magrebino (os outros 10% indianos e derivados, paquistaneses, vietnamitas etc), que abre das 10 as 10 e domingos, periodo em que os supermercados estão fechados, e cobram o triplo do preço por produtos de pior qualidade e pouca variedade. Ao invés de os franceses lutarem pra mudar a legislação permitindo a abertura dos supermercados e farmácias 24 horas, como em qualquer outra megalopole do mundo ocidental, eles preferem pagar o preço dos "arabes da esquina".&lt;br /&gt;Bom, a segunda coisa que me atrasa é a falta de lógica das casas de opera, teatros importantes e casas de concerto parisienses. Ou seja, se você quiser assistir uma opera ou uma peça num teatro como o Opéra ou a Comedie Française compre com 5 meses de antecedência ou não encontrara um único lugar disponível. E uma lógica estúpida pois como a pessoa pode saber o que estará fazendo daqui 3 meses no dia X, e se aparecer um compromisso inadiável? Ou a pessoa morrer antes? Bom nesse caso não muda muita coisa...&lt;br /&gt;A terceira e ultima coisa são os mendigos e pedintes que entram no metro e começam o discurso com "desculpe por atrapalhar a viagem de vocês", ainda mais quando se esta lendo um texto dificílimo sobre o pensamento positivista francês... Não quer atrapalhar distribua bilhetinhos como muitos fazem. Acredito que deva ser mais funcional...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-3699126307384202047?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/3699126307384202047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=3699126307384202047' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3699126307384202047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/3699126307384202047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/12/filosofia-do-arabe-da-esquina.html' title='A Filosofia do Arabe da esquina.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-1445514676926789856</id><published>2007-11-18T09:33:00.002-08:00</published><updated>2009-03-09T10:00:59.013-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarkozy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maio 68'/><title type='text'>Faites l'amour pas la grève!</title><content type='html'>A versão francesa do "cansei" e suas contradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Domingo nublado, frio e sem metro. Place de la Republique, as 15 da tarde voltava eu apé pra casa quando percebo uma movimentação estranha de policiais fechando rua, e carrinhos de churrasquinho tomando as esquinas, sim, nem aqui me livro do fedor infernal desses churrasquinhos nojentos, e um monte de gente reunida. Logo se deduz que é mais uma das manifestações de trabalhadores, estudantes, minorias ou o que quer que seja à esquerda, que começa na praça da Republica e termina em Nation ou Bastille. Nesse caso a manifestação tinha outro interesse.&lt;br /&gt;Parte da população francesa, que votou no Sarkozy, e esperava destes atitudes mais firmes, esta cansada de ser réfem dos sindicatos e do poder publico, que, como se sabe, é altamente inflado aqui na França. Eles, os manifestantes, na sua maioria senhores que nem trabalham mais e pessoas pertencentes a classe media, gritavam "Queremos trabalhar", "Grevistas egoistas" e " Condutores vao trabalhar". Por mais que eles não sejam representativos do baixo cidadão frances (como afirmariam alguns criticos de esquerda, os congeneres dos que criticam o "cansei" no Brasil) que esta calado em casa, eles eram 10.000 e estavam revoltados sobretudo contra Francois Filon, o priemeiro Ministro&lt;br /&gt;Agora me pergunto por que Sarkozy, que recebeu o voto dessa classe de franceses avida por mudanças, ainda não se pronunciou nem tomou alguma atitude firme contra os grevistas? Por que ele desaparece em momentos criticos como nesses ultumos dias? A sua popularidade caiu em 5% desde o começo da greve assim como a de seu ministro, e ele não parece la muito preocupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. Enquanto isso o blogger aqui gasta sola de sapato e se esquenta no meio da massa no metro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-1445514676926789856?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/1445514676926789856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=1445514676926789856' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1445514676926789856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/1445514676926789856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/11/faites-lamour-pas-la-grve.html' title='Faites l&apos;amour pas la grève!'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-5161988604172840352</id><published>2007-11-01T18:32:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T10:00:04.297-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tribos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>La jeunesse: quão diferentes somos nos?</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Uma questão em especial tem chamado a atenção do meu instinto pseudo-antropológico. Quão diferentes somos nos, pessoas entre 20 e 30 anos, dos nossos pares franceses? Bom pra começo de conversa o ensino aqui na França e a posição social do estudante é diferente do Brasil, ou, mais especificamente, de São Paulo. Muitas pessoas não fazem faculdade, o que não chega a ser uma vergonha aqui, e das que fazem a maioria almeja um emprego publico estável, diferentemente do jovem Paulista mais interessado em um emprego que o leve ao dinheiro e a uma mudança de status social, quando se vem de baixo, ou a manutenção do status elevado.&lt;br /&gt;Os franceses, e isso continua entre os da nossa geração, não se preocupam muito em guardar dinheiro e comprar apartamentos, carros, veleiros etc. Eles vivem com o que tem e gastam tudo em aluguel, viagens, comidas sofisticadas, conclusão a estabilidade financeira do pais leva com que eles não tenham as mesmas preocupações em acumular renda que nos temos. Por isso essa preferência por um emprego estável que pague o mesmo salário todo mês e no fim da vida de uma aposentadoria decente e garantida.&lt;br /&gt;Esse é o lado profissional, agora, o mais interessante é a forma como os jovens franceses se relacionam socialmente, e nisso somos parecidos. Os franceses são simpáticos e festeiros. Estas, como no Brasil, tem musica alta, muita bebida e cigarro, mas, diferente do que acontece nas nossas festas não existe uma "pegação" generalizada, nisso eles são mais contidos e discretos. Outra diferença é que amigos são amigos e conhecidos são conhecidos, as coisas são mais claras aqui, nossa mania de chamar todos de "amigo" dissolveu essa linha, muitas vezes ténue e imprecisa entre amigos e conhecidos.&lt;br /&gt;Conclusão, temos muito mais em comum com nossos relativos franceses do que poderíamos imaginar, entretanto nossas diferenças são imprescindíveis para poder nos reconhecer como grupos diferentes que somos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-5161988604172840352?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/5161988604172840352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=5161988604172840352' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/5161988604172840352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/5161988604172840352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/11/la-jeunesse-quo-diferentes-somos-nos.html' title='La jeunesse: quão diferentes somos nos?'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-9222021920925352496</id><published>2007-10-18T06:18:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T10:00:48.260-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Greve'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Engajamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sarkozy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bem estar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maio 68'/><title type='text'>A festa da Greve!</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Hoje acontece algo inédito em Paris. Uma greve!&lt;br /&gt;Mas por que sera que esse povo gosta tanto de fazer greve?&lt;br /&gt;Vamos a raiz da questão. Em 1789 o povo revoltado... bom todo mundo foi na escola e ja tem uma minima noção sobre revolução francesa... Passemos então ao carater pseudo-sociologico do assunto: Os franceses nos anos 70/80 depois de quase dois séculos de manifestações conseguiram que o governo aceitasse varias reinvindicações como 35 horas semanais de trabalho, aposentadoria apos 40 anos de serviço e mais milhares de beneficio. Essas reinvindicações foram aceitas num momento de temor ao comunismo, Guerra Fria etc, mas ela é aplicavel aos dias de hoje onde toda uma geração de baby boomers começa a se aposentar e não tem como se substituir o mercado de trabalho?&lt;br /&gt;Sarkozy acha que não e com isso comprou uma briga com os trabalhadores do transporte publico coletivo aumentando o regime de trabalho especial de 37,5 anos pra 40. Ele, e parte da população francesa, acha que os trabalhadores dessas areas não correm mais os mesmos riscos que corriam decadas atras, o que é verdade pois apertar um botão numa cabine com ar-condicionado não me parece la muito perigoso, e que por isso deveriam ser considerados como trabalhadores "normais".&lt;br /&gt;A greve é por conta dessas mudanças no regime especial de trabalho e a população francesa esta dividida no apoio ou não a tais medidas. Para muito eles não passam de baderneiros que transformaram uma quinta feira normal num domingo de pascoa pois não tem como se locomover, tirando a liberdade das pessoas de ir e vir. Para outros eles tem o direito de se manifestar, afinal isso pode ser apenas o inicio de um longo processo de perda desses privilégios, como as 35 horas e as férias interminaveis, que so os franceses ainda mantém.&lt;br /&gt;Afinal qual sera o proximo passo do sujeito votado pela maioria dos franceses e temido e criticado até por quem votou nele?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-9222021920925352496?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/9222021920925352496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=9222021920925352496' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/9222021920925352496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/9222021920925352496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/10/festa-da-greve.html' title='A festa da Greve!'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-5238539183256006733</id><published>2007-10-04T06:18:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T10:01:22.902-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Qu'est ce que les brésiliens?</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Tu est brésilien? Cool!&lt;br /&gt;Cool, os brasileiros são realmente cools. Ainda esta na moda ser brasileiro. Mas, como diria Aristoteles, começemos pelas coisas primeiras.&lt;br /&gt;O europeu, ou melhor, o francês médio, é um sujeito que não se preocupa em saber o que se passa muito alem do proprio umbigo. Ele não sabe a diferença do português e do espanhol, não sabe que o Brasil é um pais multirracial e multicultural (eles acham que somos todos morenos de cabelos enrolados, que dançam, jogam futebol e possuem uma vontade intrinsica de ficar nu) e acham que Salsa é um estimo de dança brasileiro. Mas isso não quer dizer que somos mal vistos.&lt;br /&gt;Apesar dos mil e um esteriotipos e piadas (sobretudo da fatidica Copa de 98 e dos travestis do Bois de Boulogne) somos considerados simpaticos, hospitaleiros e, claro, festivos. Isso é otimo pois é muito mais facil para nos sermos tratados como um igual, tendo em vista, clar, que também possuimos uma cultura ocidental cristã e nunca entramos em guerra contra a França, o que dificulta a aproximação de outros povos como os muçulmanos ou os ingleses por exemplo.&lt;br /&gt;O ano do Brasil na França, organizado pelo governo francês principalmente, também ajudou a mudar um pouco essa imagem esteriotipada que possuiamos, e apresentou outros lado de nossa cultura. Bandas como a Cansei de Ser Sexy e a marca de tenis Veja também tem mostrado aos franceses que mesmo o Brasil tem sua face "Rock'n Roll", apesar do ideal carnaval-futebol ainda dominar.&lt;br /&gt;Ah, antes que me esqueça, as Havaianas continuam na moda, mas todo mundo ja tem um par, então não pense que va ganhar dinheiro vendendo Havaianas aos franceses.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-5238539183256006733?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/5238539183256006733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=5238539183256006733' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/5238539183256006733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/5238539183256006733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/10/quest-ce-que-les-brsiliens.html' title='Qu&apos;est ce que les brésiliens?'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-370367410242831098</id><published>2007-09-23T02:14:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T10:01:55.069-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='França'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hipocrisia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cordialidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Antipatia sincera versus simpatia artificial.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os franceses as vezes podem ser muito antipaticos, ainda mais alguns tipos de funcionarios e donos de pequenos estabelecimentos, que ganham mal, precisam do cliente, mas mesmo assim são antipaticos. Isso pra mim não é antipatia e sim burrice. Mas não é essa antipatia que pretendo comentar.&lt;br /&gt;Todos sabem que pedir informação em Paris pode ser um ato de auto-flagelação devido a rispidez com que alguns franceses dão a resposta. A ira toma conta de nos, sobretudo nos brasileiros, tão simpaticos e acolhedores com os turistas. Mas vamos nos colocar um pouco no lugar dos franceses, ou melhor, dos parisienses. A cidade é das mais bonitas, os turistas de todos os cantos invadem, eles ganham dinheiro com isso, ganham, mas em troca tem uma cidade cheia de transeuntes, pessoas que passam e vão embora, enquanto eles ficam. Esses transeuntes as vezes são barulhentos, chatos, porcos e nunca sabem onde fica nada. Isso mesmo com os milhares de mapas gratuitos em todos os cantos da cidade, indicações bem colocadas etc etc.&lt;br /&gt;E nos brasileiros, ficamos revoltados, com todo direito, quando recebemos uma resposta atravessada, afinal, nossa educação é toda baseada na boa recepção do diferente. Somos acolhedores? Sim, mas quantas vezes ja aguentamos estrangeiros insuportaveis, barulhentos, chatos e porcos apenas pra manter nossa fama de acolhedores?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-370367410242831098?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/370367410242831098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=370367410242831098' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/370367410242831098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/370367410242831098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/09/antipatia-sincera-versus-simpatia_23.html' title='Antipatia sincera versus simpatia artificial.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-4711744473334001214</id><published>2007-09-08T00:08:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T10:04:25.887-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Europa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bem estar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>O mito do trabalhador Europeu.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa me espanta desde que cheguei aqui. Ha um sentimento de "bon vivant" impregnado na cultura francesa que, cada vez mais, confunde-se com uma certa, digamos, vagabundagem. Sempre, desde que me conheço por gente, percebo entre os brasileiros uma auto critica dizendo que não "demos certo" porque não gostamos de trabalhar. A convivencia me mostra que as coisas não são bem assim. Aqui o horario de almoço, e o fim do expediente são sagrados. O cara chega as 9, acordar as 6 da manhã aqui é uma blasfemia, sai para almoçar 11.30, volta as 14 e fica no maximo até as 17.30. Ai acabou. Se ele estava limpando um copo e não deu tempo de enxaguar ja não é mais problema dele.&lt;br /&gt;Bom isso aqui tem um nome, qualidade de vida. Sim, é verdade que eles tem uma qualidade de vida incomparavel, e sobra tempo de lazer, ver os filhos crescerem e todo aquele papo "petit bourgeois". A verdade é que apesar dessa beleza toda o pais não cresce e as dividas aumentam. O Euro tem sido outro fator problematico pois, devido a alta valorização frente ao dolar, tem afungentado uma parcela dos turistas, principalmente americanos e com isso parte do capital.&lt;br /&gt;A verdade é que o modelo social aqui adotado ja não comporta mais uma França, e uma Europa, prontas para o desafio de se manter no topo durante o século XXI. Ou as coisas mudam, como quer Sarkozy, ou a França sera uma espécie de Caribe, cheia de turistas mas sem economia propria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-4711744473334001214?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/4711744473334001214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=4711744473334001214' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4711744473334001214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/4711744473334001214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/09/o-mito-do-trabalhador-europeu.html' title='O mito do trabalhador Europeu.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-8544894447366710781</id><published>2007-08-31T16:55:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T10:03:18.701-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Francês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imigração'/><title type='text'>Les Gaulois</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Les gaulois, ou seja, os franceses? Não, não mais, faz algum tempo que a sociedade francesa não é mais a mesma. O tempo passou as "ex-colonies" viraram independente e resolveram que também tem direito de usufruir da festa do desenvolvimento como os franceses. As ruas de Paris viraram partes de um quebra cabeça cultural onde nem todas as peças entram nos lugares certo.&lt;br /&gt;Um dos assuntos preferidos dos franceses é discutir a bendita integração cultural, aquela mesma em que nos auto-proclamamos profissionais. Para uns os ex-coloniais que se fazem presente em toda cidade, sobretudo os negros advindos do Mali e do Senegal e os asiaticos que ja parecem ser mais numerosos que os Argelinos e Marroquinos, que eram maioria nos anos 90 e agora ja estam mais "integrados", não devem permanecer na França e sim voltar para seus paises de origem. Eles defendem o "jus sanguinis" ou seja so é frances quem é filho de frances. A outra maior parte é, ao menos na fachada, a favor de uma maior integração, e continuam a favor do "jus solis", ou direito de solo quem nasce na França é frances.&lt;br /&gt;De qualquer forma os franceses se mostraram até agora muito gentis e tem até me ajudado a me virar num lugar tão burocratico como aqui.&lt;br /&gt;Conclusão por mais que daqui a pouco vou me encher daqui e culpa-los por tudo que der errado sei de antemão que eles não terão la tanta culpa assim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-8544894447366710781?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/8544894447366710781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=8544894447366710781' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/8544894447366710781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/8544894447366710781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/08/les-gaulois.html' title='Les Gaulois'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-7083827089788014690</id><published>2007-08-24T16:30:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T10:02:31.119-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paris'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cotidiano'/><title type='text'>Capitulo 1° - Considerações sobre a Cidade.</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Estava quebrado. 12 horas dentro de um tubo de metal não é la a coisa mais agravel do mundo e dormir naquelas cadeiras desconfortaveis é quase impossivel. Mas o vôo tinha sido, na medida do possivel, agradavel, bom papo e muito vinho na cauda do avião.&lt;br /&gt;O aeroporto ja mostra a diferença de culturas. Centenas de turistas se apertam para recuperar as bagagens e a policia nem olha pra sua cara se o seu passaporte for da cor vinho.&lt;br /&gt;Depois de certa espera aparece o onibus que me levara a um ponto mais proximo. No caminho vemos a parte feia da cidade. Convenhamos, a parte feia é mais bonita que a parte bonita de outros lugares.&lt;br /&gt;Passam-se as dificuldades inicias e me encontro frente a frente com uma nova cultura e uma sociedade diferente. Sim, faz 10 anos as coisas começaram a mudar. A cidade se diversificou, a população lembra a de outros paises menos desenvolvidos e ha uma inabitual simpatia no ar, mas a estrutura permanece a mesma, igualmente bela como em nenhum outro lugar.&lt;br /&gt;Caminhar pelas ruas da cidade continua ser a melhor, mais ampla e barata diga-se de passagem, forma de conhecer tal cidade. Mesmo que para isso seja obrigado a conviver com milhares de turistas que tiveram a mesma ideia...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-7083827089788014690?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/7083827089788014690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=7083827089788014690' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/7083827089788014690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/7083827089788014690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/08/capitulo-1-consideraes-sobre-cidade.html' title='Capitulo 1° - Considerações sobre a Cidade.'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9072013981468591338.post-8103654713489293756</id><published>2007-08-14T19:52:00.000-07:00</published><updated>2008-04-10T03:52:05.341-07:00</updated><title type='text'>Voila!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é meu primeiro post no meu primeiro blog, bom, antes tarde do que nunca não é?&lt;br /&gt;Bom, caro leitor/a, comecemos com uma questão prática. Para que que alguém escreve num blog? Desabafar? Mostrar quão bom (ou ruim) pode ser como escritor? Simples vontade de aparecer?&lt;br /&gt;Agora algo mais intrigante. Para que um sujeito vai perder tempo lendo este mesmo blog? Voyeurismo? Procura por novos, há, talentos literários.&lt;br /&gt;Bom de qualquer forma, utilizando o pretexto de que vou morar fora um tempo, resolvi que estava na minha hora de tentar utilizar tal ferramente tão... inútil.&lt;br /&gt;Bom a partir da próxima semana aparecerei por aqui com textos informativos, resenhas e com sorte até uma crônica, por que não tentar?&lt;br /&gt;Bom caro leitor/leitora leia e se divirta! Ou não...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9072013981468591338-8103654713489293756?l=meuvizinhobalzac.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/feeds/8103654713489293756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9072013981468591338&amp;postID=8103654713489293756' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/8103654713489293756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9072013981468591338/posts/default/8103654713489293756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://meuvizinhobalzac.blogspot.com/2007/08/voila.html' title='Voila!'/><author><name>Guilherme Bittar Celestino</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16551500973357540092</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_uJmFrRYOC8Y/TSaJ-3lAuPI/AAAAAAAAAOo/UxRjc7Paw4U/S220/Paris%2B%2528150%2529.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
